<p>O transporte ferroviário no Estado do Rio voltou a ser tema de encontro da Frente Parlamentar Pró-Ferrovias Fluminense, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), que aconteceu nessa segunda-feira, 1 de abril.</p>
<p>Além de melhorar e incentivar o desenvolvimento do transporte ferroviário no Estado do Rio, a reunião debateu também um relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Trens, realizada pela Alerj em 2022.</p>
<p>De acordo com o relatório, lembrado pelo presidente da Frente Parlamentar da Alerj, o deputado estadual Luiz Paulo (PSD), o serviço prestado pelas empresas de trens no Estado do Rio é de má qualidade e há risco de acidentes.</p>
<p>O parlamentar também citou que os atuais acionistas da SuperVia, empresa que opera os trens urbanos no Rio, já demonstraram interesse em deixar a concessão, o que possibilitaria uma futura licitação que precisaria de uma nova modelagem.</p>
<p>“A concessão da SuperVia está com um grupo de empresas japonesas, cujas notícias que chegam, apontam que elas não querem mais continuar. O trem está transportando, atualmente, 350 mil passageiros por dia, com atendimento de péssima qualidade e risco de acidentes”, relatou Luiz Paulo.</p>
<p>Além dos problemas sobre o transporte ferroviário na cidade do Rio, o reforçou a importância das emendas propostas pela Frente Parlamentar da Alerj e já aprovadas no orçamento estadual que tratam da implantação da Ferrovia Rio-Vitória (EF-118), no trecho entre o Porto do Açu, em São João da Barra, e o Polo GasLub, em Itaboraí.</p>
<p>“Nós sugerimos 7 estudos, dos quais as secretarias estaduais de Transportes e Mobilidade Urbana, e de Planejamento e Gestão, irão selecionar aqueles que forem mais viáveis para o Estado. No meu entendimento, o mais prioritário é a EF-118, ligando o Açu ao antigo Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), em Itaboraí”, afirmou Luiz Paulo.</p>
<p>No projeto, a construção da EF-118 conectaria prevê um traçado de 577,8 quilômetros (km), cortando 25 municípios dos estados do Rio de Janeiro (RJ) e do Espírito Santo (ES), entre Nova Iguaçu, no RJ, e Cariacica, no ES, passando pelas cidades da região da Bacia de Campos.</p>
<p>Também estiveram presentes na reunião o assessor da Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade Urbana, Douglas Haddad; o assessor da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, Eduardo Duprat; e o ex-deputado federal e presidente do comitê “Por um Trem em Movimento”, Carlos Santana (PT-RJ).</p>
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