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Com 18 anos completos nessa quarta, 7, Lei Maria da Penha ainda é pouco conhecida pelas mulheres

<p>Apesar da maioridade recém-completada nessa quarta-feira&comma; 7&comma; a Lei Maria da Penha&comma; criada em 7 de agosto de 2006 como forma de proteção para mulheres vítimas de violência&comma; ainda é pouco conhecida das mulheres brasileiras&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A informação é do Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar;&comma; que revelou que&comma; em pesquisa do Instituto DataSenado em parceria com Observatório da Mulher Contra a Violência &lpar;OMV&rpar;&comma; do Senado Federal&comma; realizado no ano passado&comma; 75&percnt; das mulheres entrevistadas afirmaram conhecer pouco ou nada sobre a legislação que fez 18 anos nessa semana&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A Lei Maria da Penha prevê 5 tipos de violência doméstica&colon; física&comma; psicológica&comma; moral&comma; sexual e patrimonial&period; A 1ª engloba qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da vítima&comma; como espancamento&comma; lesões com objetos cortantes e apertões&period; Já a 2ª considera qualquer atitude do agressor ou agressora que prejudique o desenvolvimento da mulher e seja voltada ao controle de ações&comma; crenças e decisões&period; A manipulação&comma; o constrangimento&comma; a perseguição e a limitação do direito de ir e vir são alguns dos exemplos de violência psicológica&period; O controle de bens e a destruição de documentos pessoais&comma; por exemplo&comma; são entendidos como tipos de violência patrimonial&period; Já violência moral é aquela cometida a partir de atos de calúnia&comma; difamação e injúria&period; Por fim&comma; a sexual é qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar&comma; manter ou participar de relações sexuais sem consentimento”&comma; detalha o MPF&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Além da tipificação dos crimes de abuso&comma; a lei criou uma série de mecanismos para coibir e punir a violência de gênero&comma; independentemente do gênero do agressor&comma; embora 48&percnt; das mulheres no Brasil tenham relatado à pesquisa já terem sofrido algum tipo de violência doméstica ou familiar provocada por um homem&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A lei mostra que podem ocorrer atos que configurem violência doméstica em qualquer relação íntima de afeto&comma; independente da vítima residir ou que tenha residido com o autor &lbrack;ou autora&rsqb; da violência&period; Basta que ela seja resultante do relacionamento”&comma; explica a procuradora da república e integrante do Grupo de Trabalho &lpar;GT&rpar; Igualdade de Gênero&comma; do MPF&comma; Acácia Suassuna&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Lei Maria da Penha indica ainda a responsabilidade dos órgãos públicos em auxiliar as vítimas&comma; como os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher&comma; além de alterar normas do Código de Processo Penal&comma; do Código Penal&comma; e da Lei de Execução Penal&comma; como a que cria a medida protetiva de urgência&comma; um dos instrumentos mais conhecidos para a aplicação da norma&comma; como explica a procuradora&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Várias medidas podem ser implementadas como o afastamento do lar&comma; a proibição de determinadas condutas do autor &lbrack;ou autora&rsqb; da violência&comma; como a aproximação da vítima&comma; de familiares&comma; de testemunhas&comma; entre outras&period; E vale lembrar que&comma; hoje&comma; a lei estabelece que é crime descumprir uma medida protetiva”&comma; esclarece Acácia Suassuna&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o MPF&comma; apesar dos esforços dos órgãos públicos&comma; a aplicação da Lei Maria da Penha envolve uma série de dificuldades&comma; como a subnotificação de casos&comma; a falta de estrutura dos órgãos de acolhimento&comma; e a demora no processo judicial&comma; mas o maior desafio ainda é outro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O maior desafio é que a sociedade consiga se reeducar e quebrar a resistência cultural&comma; com um novo modelo de educação&comma; desconstruindo estereótipos e essa cultura machista&period; Promovendo ações de conscientização&comma; fortalecendo a rede de apoio&comma; garantindo às mulheres participação na vida social&comma; na vida política com respeito&comma; dignidade e justiça&period; Sendo vozes para a construção de um mundo onde prevaleça o respeito e a igualdade entre homens e mulheres”&comma; completou Acácia Suassuna&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Nesse mês de agosto&comma; o portal e as mídias sociais do MPF estão voltados para a conscientização do combate à violência contra a mulher&comma; reforçando a campanha do Agosto Lilás&comma; que tem como objetivo dar visibilidade às normas criadas especificamente para a proteção aos direitos das mulheres vítimas de violência&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Entre os instrumentos de combate à violência contras as mulheres&comma; está a Patrulha Maria da Penha&comma; programa que funciona 24 horas por dia em várias cidades do país&comma; e que conta com equipes especialmente treinadas&comma; policiais selecionados e viaturas caracterizadas com a faixa lilás&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Desde sua criação no Estado do Rio&comma; em 2019&comma; a Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida já realizou mais de 77 mil atendimentos às mulheres vítimas de violência&comma; com 692 prisões&comma; a maioria por descumprimento da medida protetiva&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Fruto de parceria entre o Tribunal de Justiça do Estado do Rio &lpar;TJRJ&rpar;&comma; Ministério Público do Estado do Rio &lpar;MPRJ&rpar;&comma; Defensoria Pública do Estado do Rio &lpar;DPRJ&rpar;&comma; e Governo do Estado&comma; através da Polícia Militar &lpar;PM&rpar;&comma; o programa tem como prioridade o atendimento e o monitoramento das mulheres com as medidas protetivas de urgência deferidas pelo Poder Judiciário&comma; bem como a fiscalização de seu cumprimento pelos agressores&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a PM&comma; o programa conta com 49&comma;45&percnt; do efetivo composto por policiais militares femininas&comma; que atuam em 47 patrulhas em todo o Estado&comma; além de 47 salas na cor lilás&comma; espaços exclusivos dentro dos batalhões da PM ou em locais próximos&comma; com uma configuração especial para o acolhimento adequado às vítimas em situação de vulnerabilidade e seus filhos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na região&comma; diversas cidades têm ainda programas municipais da Patrulha Maria da Penha&comma; em parceria com as guardas municipais&comma; como Macaé&comma; Rio das Ostras&comma; Casimiro de Abreu&comma; Cabo Frio&comma; Quissamã&comma; Arraial do Cabo&comma; Armação dos Búzios&comma; Iguaba Grande&comma; Carapebus e São Pedro da Aldeia&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;cidades&sol;com-18-anos-completos-nessa-quarta-7-lei-maria-da-penha-ainda-e-pouco-conhecida-pelas-mulheres" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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