<p>Equipe da Fundação Macaé de Cultura (FMC) visitou o Centro de Memória, Pesquisa e Documentação da Unigranrio, na cidade fluminense de Cantagalo, na sexta-feira (10), para ver de perto os avanços conquistados na digitalização de documentos antigos. Estiveram presentes a presidente da Fundação Macaé de Cultura, Tânia Jardim; o vice-presidente de Acervo e Patrimônio Histórico, Ricardo Meirelles, e a historiadora Conceição Franco.</p>
<p>Nesse intercâmbio entre o Solar dos Mellos – Museu da Cidade de Macaé – e o Centro de Memória, Pesquisa e Documentação de Cantagalo, a arquivista do órgão público macaense, Juliana Alvim, ministrará curso para os funcionários daquele centro sobre arquivos. Em contrapartida, aquela instituição fará a higienização mecânica (limpeza de documentos); acondicionamento, quando as folhas antigas são guardadas em papel neutro para melhor conservação; e, por fim, a digitalização, que consiste em facilitar a pesquisa.</p>
<p>Esse processo facilita a vida de pesquisadores, estudantes e cidadãos comuns que quiserem fazer consultas em livros dos séculos XVII, XVIII e XIX. Juliana implementará projeto para arranjo dos documentos em forma digital e receberá treinamento com a equipe do Solar dos Mellos.</p>
<p>- Conhecemos o trabalho maravilhoso que aquele centro desenvolve em relação à memória de Cantagalo. Digitalizaram processos cartoriais e da Igreja Católica de lá. Informações como nascimento, vida e morte dos antepassados, dos primeiros habitantes da região, aparecem na tela do computador, preservando, assim, os documentos – informa Ricardo Meirelles. Como justificativa ele diz que mesmo utilizando luvas no ato de manusear livros, estes sofrem alguma danificação ou deterioração.</p>
<p>Ele afirma que no Solar dos Mellos há documentos higienizados, sem, contudo, terem sido digitalizados, como os livros da Igreja São João Batista. “Queremos que a equipe do Centro de Pesquisa e Memória da Unigranrio faça a digitalização dos nossos documentos, facilitando a vida dos nossos pesquisadores”, comenta.</p>
<p>A documentação de Macaé, que está guardada na FMC, a qual será digitalizada em Cantagalo, é composta por inventários, processos criminais, agravos de instrumento, ações de alimentos, ações executivas, tutelas, justificativa de crédito e outras.</p>
<p>De acordo com Tânia Jardim, a ida a Cantagalo foi produtiva porque ofereceu a certeza de que quando se quer preservar a memória se consegue. “Embora aquela cidade seja pequena, tem muito a oferecer e fortalecer os trabalhos do Solar dos Mellos. A documentação de lá foi devidamente digitalizada proporcionando maior acesso aos conhecimentos históricos. Deve-se conhecer o passado para melhor entender o presente e projetar o futuro. Dessa maneira, se manterá viva a memória, pois um povo que não tem memória não tem história”, completa.</p>
<p>Já a historiadora Conceição Franco agradece ao professor João Bosco Cardoso, coordenador do Centro de Memória, Pesquisa e Documentação de Cantagalo, pela receptividade e atenção dispensada. "Gostaríamos também de agradecer à historiadora Sheila Faria por estar intermediando esse processo", finaliza.</p>
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