<p>No dia 22 de maio, o Plano Diretor de Búzios irá completar 16 anos. Apesar de não chegar a sua maioridade, ele já apresenta sinais de envelhecimento.</p>
<p>Com previsão de revisão em até 10 anos de sua aprovação, na prática ele já vem sendo modificado pela leniência do poder público no quesito fiscalização.</p>
<p>O terceiro piso disfarçado e o adensamento de construções em condomínios, salta aos olhos dos menos avisados, apesar das denuncias e investidas de ambientalistas e do Ministério Público, tanto na península, quanto na parte continental do Município.</p>
<p>É razoável que algumas de suas normas precisam ser revistas, considerando, por exemplo, o crescimento de determinados bairros como o da Rasa, onde a carência de serviços bancários limitada pelo Plano, causa inúmeros transtornos aos moradores, alem de concentrar a população dentro da península com desdobramentos na mobilidade urbana.</p>
<p>Nestes 16 anos a perseguição ao Plano Diretor pela especulação imobiliária foi, e continua sendo, implacável, principalmente na parte peninsular, onde a oferta de espaços para a construção está estrangulada.</p>
<p>Tido como um dos melhores planos elaborados no país, a partir de uma negociação exaustiva, apaixonante e extremamente participativa, entre o executivo, legislativo e entidades civis, ao longo de 6 exaustivos meses, nosso plano Diretor privilegia principalmente o crescimento horizontal de suas construções.</p>
<p>Nada mais racional, para um município Península que se debruça e se inclina para o mar, onde a corrente de ventos é a grande responsável pela manutenção de uma atmosfera limpa e amena, devido a insolação intensa na maior parte do ano.</p>
<p>Como todo paraíso que se preze, Búzios não está livre da cobiça e da especulação imobiliária, onde os construtores colhem o bônus e deixam como ônus a sobrecarga no sistema de saneamento básico e na mobilidade urbana, serviços essenciais que já operam em seus limites.</p>
<p>A liberação de construções verticais, ainda que fosse para um terceiro piso, seria um desastre ambiental, social, cultural e econômico, pondo fim, ao pouco que sobrou de uma pacata vila de pescadores, que ainda resta nos traços da arquitetura e da cultura local.</p>
<p>Tradicionalmente Búzios é uma cidade reativa, uma vez que seu tecido social, ainda que disperso, consegue se aglutinar nas questões de relevância social e no âmbito coletivo. Evidentemente reações irão surgir, seja de que segmento empresarial ou político se manifestar, principalmente porque atingem em cheio a economia local lastreada no turismo e tendo como principal mercado pousadas e hotéis.</p>
<p>Deter uma eventual ameaça de verticalizar as construções, não é só uma bandeira socioambiental, mas, sobretudo, de sobrevivência do empresariado que aqui se fixou e se mantém na oferta de acomodações.</p>
<p>Aliás , o momento é extremamente propicio para se avaliar o grau de comprometimento dos candidatos a exercerem a gestão política e administrativa da cidade, na apresentação de suas propostas e em seus programas de governo.</p>
<p>O destino do Plano Diretor já é um excelente começo, igualmente para o executivo e o legislativo.</p>
<p class="NoSpacing" style="text-align: justify;"><strong>por Hamber Carvalho</strong></p>
<p> ;</p>
<div id="wpdevar_comment_1" style="width:100%;text-align:center;"> 
		<span style="padding: 10px;font-size:16px;font-family:Arial,Helvetica Neue,Helvetica,sans-serif;color:#4a80c1;"> </span> 
		<div class="fb-comments" data-href="https://beta.cliquediario.com.br/cidades/o-plano-diretor-de-buzios-e-a-nova-gestao" data-order-by="reverse_time" data-numposts="10" data-width="100%" style="display:block;"></div></div><style>#wpdevar_comment_1 span,#wpdevar_comment_1 iframe{width:100% !important;} #wpdevar_comment_1 iframe{max-height: 100% !important;}</style>
Leave a Comment