<p>Daniela Bairros</p>
<p>Mais uma vez, o Sindicato dos Professores de Macaé e Região reforça a posição clara, em comunhão com a ciência, de que é contra o retorno das aulas presenciais nas escolas antes que todos os profissionais da educação sejam vacinados contra a Covid-19. O governo municipal do prefeito Marcelino Borba, em Rio das Ostras, publicou o decreto nº 2902 na última sexta-feira, dia 28, definindo a retomada das aulas nas escolas privadas e municipais a partir de 7 de junho.</p>
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<p>Desde o ano passado, o Sinpro Macaé e Região se posiciona contrário ao retorno durante a pandemia sem garantia de que seja seguro para todos trabalhadores, alunos, famílias e comunidade escolar. O Sindicato encaminhou para o Ministério Público do Trabalho (MPT), denunciando os riscos de contágio sem a vacinação.</p>
<p>O próprio secretário de Educação de Rio das Ostras, Maurício Santana , em recente audiência realizada em 19 de março com diretores do Sindicato, afirmou que é favorável à vacinação dos profissionais da educação. Porém, ressaltou que a Secretaria de Educação depende do planejamento da área de Saúde, que segue o Plano Nacional de Imunização (PNI).</p>
<p>O Sindicato quer que a Prefeitura de Rio das Ostras encabece a luta para defender a inclusão dos trabalhadores da Educação no grupo prioritário da vacinação, já autorizado pelo Ministério da Saúde.</p>
<p>A presidente do Sindicato, Guilhermina Rocha, afirma que a posição do Sinpro Macaé e Região é de contrariedade ao retorno porque a doença é fatal e não há condições de uma retomada presencial das aulas sem a imunização de toda comunidade escolar.</p>
<p>“A preocupação do Sindicato é de que os professores voltem às salas de aula sem vacina. Se fosse uma ou duas escolas, apenas, seria mais fácil de controlar. Mas é uma estrutura muito grande. Nós estamos defendendo que vacine todos os funcionários e alunos porque eles ficam misturados e isso aumenta significativamente o contágio do Coronavírus”, alerta.</p>
<p>Guilhermina ainda afirma que “o mais prudente é esperar e imunizar os trabalhadores antes do retorno das aulas presenciais. É melhor aguardar mais um pouco para o retorno seguro. Mais de 460 mil brasileiros já morreram. É uma doença cruel e terrível. Não dá para brincar com a saúde dos docentes e estudantes. Precisa ter o entendimento científico e a responsabilidade para não colocar vidas em risco”, conclui.</p>
<p>ASSEMBLEIA – O Sinpro Macaé e Região realizará uma Assembleia Geral Extraordinária Virtual Unificada no sábado, dia 5, às 10h30 pelo aplicativo “Google Meet”.</p>
<p>Serão debatidos os seguintes temas: Condições de trabalho necessárias para o restabelecimento das atividades presenciais; Deliberação sobre a conveniência de paralisação das atividades em defesa da saúde dos trabalhadores, da vida e do emprego, caso os representantes governamentais autorizem o retorno às aulas.</p>
<p>Para participar os professores e professoras deverão até o dia 04 de junho de 2021 (sexta-feira), até às 20 horas, solicitar a sua inscrição para o e-mail : assembleia.sinpromacae@gmail.com, informando nome completo, CPF, Identidade, instituição que trabalha, telefone para contato, após confirmarmos os dados, enviaremos o LINK pessoal e intransferível para a participação.</p>
<p>Crédito: Divulgação</p>
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Sinpro Macaé se posiciona contra a volta das aulas em Rio das Ostras sem vacina para comunidade escolar
A teacher talks to a student in a classroom with desks at a social distance at Professor Milton da Silva Rodrigues school on the first day of classes of Sao Paulo state's schools amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Sao Paulo, Brazil November 3, 2020. REUTERS/Amanda Perobelli
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