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O futuro dos royalties e o futuro das nossas cidades

<p>Estamos diante de um dos momentos mais decisivos para o futuro do Estado do Rio de<br &sol;>&NewLine;Janeiro e&comma; especialmente&comma; para os municípios produtores de petróleo&period; O julgamento marcado pelo Supremo Tribunal Federal para o próximo mês de maio pode redefinir as regras de distribuição dos royalties do petróleo no Brasil&comma; encerrando uma disputa que se arrasta há mais de uma década&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Como ex-prefeita de Quissamã&comma; uma cidade diretamente impactada por essa receita&comma; posso afirmar com segurança&colon; não estamos falando apenas de números ou de uma disputa federativa&period; Estamos falando de pessoas&comma; de serviços públicos essenciais e da<br &sol;>&NewLine;capacidade de planejamento de municípios inteiros que dependem desses recursos para garantir dignidade à sua população&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os royalties do petróleo não são um privilégio&period; Eles são uma compensação legítima<br &sol;>&NewLine;pelos impactos diretos da atividade petrolífera nos territórios produtores&period; São recursos que sustentam investimentos em saúde&comma; educação&comma; assistência social e infraestrutura — áreas que&comma; na ponta&comma; fazem diferença real na vida das pessoas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O que está em discussão no STF é a constitucionalidade de uma lei que amplia a<br &sol;>&NewLine;participação de estados e municípios não produtores na divisão desses recursos&comma; reduzindo a fatia daqueles que concentram a produção nacional&period; E é preciso dizer com clareza&colon; essa possível mudança pode provocar perdas bilionárias para estados como o Rio de Janeiro e para dezenas de municípios que estruturaram suas políticas públicas com base nessas receitas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Hoje&comma; o Estado do Rio responde por cerca de 88&percnt; da produção nacional de petróleo&comma; o<br &sol;>&NewLine;que demonstra o peso econômico e estratégico dessa atividade em nosso território&period; Não por acaso&comma; entre os municípios que mais arrecadam royalties no Brasil&comma; a grande maioria está localizada em solo fluminense&period; Isso evidencia o quanto essa discussão impacta diretamente o nosso estado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>E ressalto&colon; esta luta é de todos os municípios - não somente dos que são produtores&period; Isso porque&comma; todos recebem royalties&colon; uns com valores maiores por estarem na zona principal de produção e os outros na modalidade de produção indireta&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Há estimativas de que uma eventual mudança nas regras de distribuição pode representar perdas de bilhões de reais por ano para os cofres estaduais e municipais&period; Em alguns cenários&comma; fala-se em redução de até 30&percnt; na participação do estado do Rio&comma; o que comprometeria profundamente o equilíbrio fiscal e a capacidade de investimento público&period;<&sol;p>&NewLine;<p>E aqui faço um alerta com responsabilidade&colon; não se trata de ser contra outros estados<br &sol;>&NewLine;ou regiões do Brasil&period; O debate sobre equilíbrio federativo é legítimo&period; Mas não podemos aceitar que esse equilíbrio seja construído às custas da fragilização de municípios que já convivem com os impactos diretos da exploração do petróleo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Quem está na gestão pública sabe que orçamento não é uma abstração&period; Quando há<br &sol;>&NewLine;queda de receita&comma; há impacto direto em serviços&period; Isso significa menos recursos para hospitais&comma; escolas&comma; programas sociais e infraestrutura&period; Significa&comma; na prática&comma; reduzir a capacidade do poder público de cuidar das pessoas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por isso&comma; este é um momento que exige maturidade&comma; responsabilidade e&comma; acima de tudo&comma; união&period; É fundamental que as lideranças políticas do Estado do Rio de Janeiro - prefeitos&comma; deputados&comma; senadores e o governo estadual — estejam alinhadas na defesa dos interesses do nosso povo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Precisamos construir uma posição firme&comma; técnica e institucional&comma; que respeite o pacto federativo&comma; mas que também assegure justiça para os territórios produtores&period; Não podemos permitir que uma decisão dessa magnitude seja enfrentada de forma fragmentada ou desarticulada&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ao longo da minha trajetória pública&comma; sempre defendi que governar é&comma; antes de tudo&comma;<br &sol;>&NewLine;cuidar das pessoas&period; E é exatamente isso que está em jogo neste momento&period; Defender os<br &sol;>&NewLine;royalties é defender a continuidade de políticas públicas que transformam vidas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O Rio de Janeiro precisa falar com uma só voz&period; Os municípios produtores e os não produtores precisam estar unidos&period; E todos nós&comma; enquanto representantes públicos ou cidadãos&comma; precisamos compreender que essa não é uma pauta técnica distante — é uma pauta que impacta diretamente o presente e o futuro de milhões de pessoas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Fátima Pacheco<&sol;p>&NewLine;<p>Ex-prefeita de Quissamã<br &sol;>&NewLine;Ex-presidenta da OMPETRO<br &sol;>&NewLine;Coordenadora regional de parcerias da Embratur<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;destaque&sol;o-futuro-dos-royalties-e-o-futuro-das-nossas-cidades" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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