<p>Autosuficiência de gás deverá ser alcançada com dez anos de produção local</p>
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<p>Porto do Açu, em São João da Barra (Norte fluminense) quer se transformar num futuro hub de gás natural produzido nos campos do pré-sal na Bacia de Santos. José Magela, diretor-presidente da Prumo Logística explica o objetivo “é fazer com que o Açu se transforme num receptor de gás natural e dar uma solução para o gás associado. Queremos processar e transformar o gás em produtos. Queremos ter uma fábrica de fertilizantes e petroquímica no porto. Queremos chegar a 6 mil MW gerados (com as usinas térmicas). Isso se faz através da chegada do gás natural no Porto do Açu”. A autosuficiência deve acontecer em dez anos.</p>
<p>Outro projeto para aproveitamento futuro do gás natural que será produzido nos campos do pré-sal na Bacia de Santos é injetar esse gás na rede de gasodutos já existentes, uma vez que o Porto do Açu está a cerca de 40 quilômetros do Gasene, uma rede de gasodutos da Petrobras que fornece gás natural para distribuidoras de vários estados, como o Rio de Janeiro e São Paulo.</p>
<p>A primeira usina começou sua construção em março e deve entrar em operação no ano de com capacidade para gerar 1.325 MW de energia. As obras no canteiro empregam hoje, de acordo com Magela, cerca de 1.700 pessoas. A segunda começará a ser construída somente no ano que vem e o início da geração está previsto para 2023. Ao todo, os investimentos nas duas térmicas são de R$ 8,2 bilhões até 2023.</p>
<p><strong>Gás e Oléo em alta em 2019</strong></p>
<p>Especificamente sobre o mercado de óleo e gás, as expectativas para este setor são positivas. A Prumo prevê que a indústria petrolífera comece a se mover em um ritmo muito mais acelerado já em 2019 – fato que, por tabela, beneficiará os planos de expansão do Porto do Açu. Em sua área industrial, a TechnipFMC anunciou recentemente a expansão da sua área ocupada no porto para construir uma base de desenvolvimento de dutos rígidos. A norueguesa Equinor já manifestou o desejo firme em operar no porto, por meio da base da Edison Chouest.</p>
<p>Há uma significativa movimentação no terminal de petróleo do porto (T-OIL). Somente este ano, foram cerca de 37 milhões de barris – um crescimento considerável de 184% em relação a 2017. O T-OIL é dirigido pela Açu Petróleo – fruto de parceria entre a Prumo Logística e a Oiltanking – que já planeja os próximos passos de desenvolvimento; um parque de tancagem.</p>
<p>O presidente da Açu Petróleo, Victor Bomfim também participou da apresentação e detalhou a importância da implantação do projeto para o desenvolvimento do porto. “É absolutamente essencial. Você não consegue movimentar esse volume grande sem algum tipo de estocagem. Este parque de tancagem já está licenciado e só está aguardando o pontapé inicial”, afirmou o executivo.</p>
<p>No mesmo embalo de crescimento que o T-OIL conquistou em 2018, o Porto do Açu também conseguiu alavancar seus números em outras áreas. O empreendimento recebeu cerca de 2700 navios ao longo do ano, um crescimento de 12% em relação a 2017. Hoje, segundo a empresa, o porto já é um dos oito maiores em termos de movimentação e acesso de embarcações. O Terminal Multicargas, por exemplo, já passou da marca de 750 mil toneladas movimentadas em 2018, uma alta de 32,5% usando a mesma base de comparação.</p>
<p>Tânia Garabini</p>
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