<p>Já dizia o ditado: “o MMA é o esporte que mais cresce no mundo”. Cada vez conquistando mais adeptos no Brasil e no mundo, as Artes Marciais Mistas “invadiram” também Macaé. Prova disso foi o grande sucesso do X Force, evento promovido no último dia 18 de junho e que fez o Juquinha ficar “pequeno”.</p>
<p>O MMA chega para ficar e vem tomando cada vez mais espaço. Impulsionado pelo sucesso do UFC, a modalidade invadiu a casa de brasileiros e também de macaenses. Hoje se faz presentes nas rodas de conversas em bares, academias, praças públicas, entre outros. Parte desse sucesso se deve ao X Force que trouxe em sua luta principal o combate entre as feras Max Alves e Gabriel de Oliveira.</p>
<p>“O MMA vem crescendo e abrindo novas portas. Está ganhando cada vez mais espaço. É um sonho viver da luta, se manter através dela, e agora isso já começa a se tornar uma realidade”, afirmou Gabriel de Oliveira, que venceu Max Alves no evento e tomou o cinturão da organização na categoria até 66 quilos.</p>
<p>Max Alves compartilhou da opinião de seu adversário, mas fez algumas ressalvas. “O MMA vem crescendo no mundo inteiro e agora começamos a ter eventos também em Macaé, o que é bastante positivo. No entanto, acho que ainda precisávamos expandir a modalidade e trazer mais eventos regionais. Sabemos que existe manipulação de resultados e corrupção nesse esporte e os regionais ajudariam a diminuir um pouco isso”, frisou.</p>
<p>Na semana que antecedeu o grande combate, os lutadores trocaram provocações nas redes sociais, o que acabou gerando grande repercussão e, claro, ajudou bastante na divulgação da luta. A rivalidade existe, mas o respeito entre as partes permanece acima de tudo.</p>
<p>“Conheço o Max há muitos anos e tenho muito respeito por ele. Já treinamos juntos. Sei onde posso chegar e das minhas qualidades. Aconteceu de termos de lutar. As provocações foram para promover a luta. Ele é um grande atleta, foi um adversário muito duro e o respeito por ele continua o mesmo”, explicou Gabriel de Oliveira.</p>
<p>O respeito entre as partes é reciproco. “Tenho ele como um grande parceiro. O conheci ainda garoto. Surgiu a possibilidade e ele me desafiou. Confesso que não entendi muito. Temos no MMA de não lutar com amigos, mas entendo que faz parte do esporte. A amizade acabou no momento em que cada um estava defendendo o seu, mas não tenho nada contra ele” enfatizou Max Alves.</p>
<p>A luta rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados na cidade e desde então, uma pergunta se faz presente na cabeça dos fãs: haverá uma revanche? Com a palavra, os lutadores. “Ainda não defini (meu próximo adversário). Mas estou aberto para lutar com qualquer um. Não escolho adversário. Se tiver que acontecer, vamos lutar de novo”, ponderou Gabriel.</p>
<p>“Estou em contato para lutar em alguns eventos. A revanche pode acontecer. Acredito até que ela aconteça comigo defendendo novamente o cinturão contra ele”, afirmou Max, lembrando que não concordou com o resultado da luta. Na ocasião, os juízes deram a vitória para Gabriel por decisão unânime, o que acabou dividindo a opinião do público presente.</p>
<p>Sérgio Barcellos</p>
<p>Foto: Jana Aguiar</p>
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