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Empresas querem construir três usinas hidrelétricas no Rio Macaé

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<p>Um consórcio de empresas está de olho no potencial de geração de energia elétrica do Rio Macaé&comma; que nasce em Nova Friburgo e deságua em Macaé&period; As empresas querem investir no construção de três Pequenas Centrais Hidrelétricas &lpar;PCHs&rpar; que juntas&comma; serão capazes de gerar pouco mais de 60 megawatts de energia por hora &lpar;MW&sol;h&rpar;&period; A ideia&comma; no entanto&comma; tem desagradado moradores e preocupado especialistas da área ambiental&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As usinas hidrelétricas seriam construídas no trecho do rio que margeia a RJ-142&comma; a conhecida estrada Serramar&comma; que liga Nova Friburgo a Casimiro de Abreu&comma; na Região dos Lagos&period; A PCH Rio Bonito funcionaria em um ponto um pouco acima do encontro dos rios Bonito e Macaé&comma; no distrito de Lumiar&period; A PCH Casimiro de Abreu seria instalada abaixo da Cachoeira da Fumaça&comma; enquanto a PCH Macaé produziria energia mais abaixo do encontro dos rios Macaé e Sana&comma; ambas localizadas nos limites de Nova Friburgo e Casimiro de Abreu&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em maio deste ano&comma; representantes do grupo formado pelas empresas Alupar Investimentos S&period;A&period;&comma; W Energy Participações S&period;A&period; e Ipar Participações Ltda&period;&comma; apresentaram um resumo do projeto durante uma reunião no escritório do Comitê de Bacia Hidrográfica dos Rios Macaé e das Ostras&comma; em Nova Friburgo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o coordenador de núcleo do órgão&comma; Renivaldo Guzzi&comma; o consórcio explicou que não será necessária a construção de reservatórios para as usinas&comma; como sempre nas hidrelétricas&comma; que precisam alagar grandes áreas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eles explicaram de maneira pouco detalhada que aproveitariam a topografia do rio para jogar a água nas turbinas &lpar;que geram a energia elétrica&rpar; por meio de túneis abertos em rochas&period; Para eles&comma; o impacto ambiental é pequeno&period; Eles não apresentaram dados técnicos mais precisos nem justificaram qual relevância da produção da energia no rio para a população&period; O Comitê ouviu a proposta e foi combinado que só daria um parecer depois que eles enviassem um projeto básico mais enxuto&period; Mas eles não fizeram isto andar”&comma; disse Guzzi&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As águas do Rio Macaé brotam em uma nascente próxima ao Pico do Tinguá&comma; na Área de Proteção Ambiental &lpar;APA&rpar; de Macaé de Cima&comma; um dos maiores trechos de Mata Atlântica preservado do estado do Rio de Janeiro&period; O curso do rio tem cerca de 136 Km&comma; corta a serra em direção ao mar e tem grande importância para a indústria petrolífera e a geração de energia termoelétrica&comma; a produção de alimentos e o abastecimento de milhares de pessoas na Baixada Litorânea&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com um relatório resumido do projeto de implantação das usinas&comma; o consórcio começou os estudos sobre o potencial hidrelétrico da bacia do Rio Macaé em 2008&period; O levantamento indicou nove áreas onde as hidrelétricas poderiam ser construídas&comma; mas o Instituto Estadual do Ambiente &lpar;Inea&rpar; vetou seis e apontou somente três zonas passíveis de licenciamento ambiental&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Se somadas&comma; as três PCHs terão vazão de água de 57 mil litros por segundo &lpar;57 m³&sol;s&rpar; e serão capazes de gerar 66 megawatts por hora &lpar;MW&sol;h&rpar;&period; segundo o relatório&comma; todas as usinas serão abastecidas com água que virá de túneis de 4x4 metros e aproximadamente cinco quilômetros de comprimento escavados na rocha&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Impacto ambiental<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Para a professora do curso de pós-graduação em engenharia ambiental do Instituto Federal Fluminense &lpar;IFF&rpar;&comma; Maria Inês Paes Ferreira&comma; o projeto é preocupante e ambientalmente inviável&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A perspectiva de utilização das águas do rio pelas usinas é três vezes superior à vazão média disponível no Macaé&period; O relatório apresentado é muito frágil e os impactos para o rio são muito grandes&comma; porque as hidrelétricas afetarão trechos preservados e turísticos importantes para a região&period; A produção de energia elétrica prevista também não é relevante&period; Há outras ofertas de energia sem que seja necessária a interferência no rio”&comma; afirmou a professora&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O chefe da APA de Macaé de Cima&comma; Sérgio Poyares&comma; concorda com a pesquisadora&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Eles &lpar;as empresas&rpar; estão colhendo informações e sondando a área&comma; mas ainda não há um projeto básico nem processo de licenciamento ambiental para obra&period; A princípio&comma; somos contra a instalação das hidrelétricas porque&comma; a partir dos que eles apresentaram&comma; a obra causará um esvaziamento das águas no fluxo do leito do Rio Macaé&period; O rio é lindo&comma; praticamente intocável e muito propício ao turismo&period; Estamos esperando um projeto com mais substância para podemos opinar definitivamente sobre o assunto”&comma; disse Poyares&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Impacto no turismo<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p>Moradores e turistas de Lumiar e região estão se mobilizando contra a construção das hidrelétricas no Rio Macaé&period; Até o final da tarde desta quinta-feira &lpar;6&rpar;&comma; mais de 4 mil pessoas haviam assinado um abaixo-assinado contra o projeto &lpar;o objetivo é chegar à 5 mil assinaturas&rpar;&period; A iniciativa foi do empresário Diego Meyer&comma; proprietário de uma empresa de ecoturismo em Lumiar&comma; que também pretende colher mais assinaturas em outros pontos de Nova Friburgo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;As hidrelétricas irão desviar cursos d’água e podem afetar o bioma da região&period; Além disso&comma; pode prejudicar uma das áreas turísticas mais importantes e preservadas de Nova Friburgo”&comma; alega o empresário&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para que a construção das usinas vá adiante&comma; o consórcio precisa apresentar o projeto detalhado para o Comitê de Bacia Hidrográfica dos rios Macaé e das Ostras&period; O órgão&comma; formado por representantes da sociedade civil e do poder público&comma; tem poder consultivo&comma; normativo e deliberativo na gestão dos recursos hídricos&comma; por isso&comma; pode vetar ou não a proposta&period; Se aprovado&comma; o projeto segue para órgãos que concedem as licenças ambientais&period; No entanto&comma; o regimento interno do comitê não faz menção à instalação de centrais hidrelétricas no rio&period; Isso já seria um impeditivo às obras&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&nbsp&semi;<&sol;p>&NewLine;<p>Esio Bellido<&sol;p>&NewLine;<p>Foto&colon; Divulgação<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;geral&sol;empresas-querem-construir-tres-usinas-hidreletricas-no-rio-macae" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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