<p><em>Ação da Secretaria Estadual de Saúde, que seria em fevereiro, foi antecipada para este sábado, 27, devido ao avanço da doença no estado. </em></p>
<p>As prefeituras de diversas cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, entre elas, Macaé, Rio das Ostras e Quissamã, se preparam para o Dia D de vacinação contra a febre amarela, que acontecerá neste sábado, 27.</p>
<p>A ação, promovida pela Secretaria Estadual de Saúde, seguindo orientações do Ministério da Saúde, e que seria originalmente realizada em fevereiro, foi antecipada devido ao avanço da doença no Estado do Rio.</p>
<p>Nesta quarta-feira, 24, as prefeituras desses 3 municípios anunciaram como funcionará o atendimento em cada um deles neste fim de semana. A preocupação da Secretaria Estadual de Saúde aumento nos últimos dias com a confirmação de 8 casos de morte pela doença em todo Estado do Rio neste ano, embora não tenha havido nenhum na região.</p>
<p><strong>Macaé – </strong>Em Macaé, a Secretaria de Saúde disponibiliza todas as 39 unidades de saúde da cidade para a vacinação da população, e durante o Dia D, pretende oferecer doses em 12 postos, das 8h às 16h, para quem ainda não foi imunizado.</p>
<p>Para a coordenadora de Vigilância em Saúde, Ana Paula Dal-cin, a vacinação contra febre amarela é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença.</p>
<p>“Com 98% da população-alvo vacinada, cerca de 194.500 pessoas, a dose da vacina em Macaé não será fracionada, faremos a dose plena, sem necessidade de reforço posterior”, revelou Ana Paula.<br />
A prefeitura lembra que podem receber a vacina contra a febre amarela pessoas de 9 meses a 59 anos que não tenham contraindicação para o uso da vacina, e pessoas com idade acima de 60 anos que tenham uma declaração médica liberando o uso.</p>
<p>Ana Paula ressalta que quem já tomou alguma dose da vacina, em qualquer idade, não precisa de reforço, pois a dose é única e vale para toda a vida.</p>
<p>Os 12 postos de vacinação do Dia D são as unidades do Estratégia Saúde da Família (ESF) do Lagomar, Córrego do Ouro, Trapiche, Frade, Sana, Bicuda, Glicério, Fronteira, além dos prontos-socorros, Aeroporto e municipal, da Casa da Vacina, e da Policlínica Novo Cavaleiros.</p>
<p><strong>Rio das Ostras </strong>– No município, a prefeitura informou que as equipes da Saúde de Rio das Ostras estão preparadas para mais uma campanha de vacinação contra a febre amarela, que, na cidade, começa mais cedo, já nesta quinta-feira, 25, e com o Dia D, neste sábado.</p>
<p>Segundo a chefe de imunização de Rio das Ostras, Andreia Pereira, o município aderiu à campanha com objetivo de buscar os possíveis faltosos e turistas que se encontram na cidade nesta época do ano, já que, até dezembro de 2017, o município já havia atingido uma cobertura de 90% de vacinados entre a população.<br />
“Esperamos preparados para atender as pessoas que trabalham e ainda não tiveram tempo de ir até uma unidade de saúde para se vacinar”, garantiu Andreia.<br />
Ainda de acordo com a chefe de imunização municipal, todas as unidades de saúde do município têm a vacina, nos seus horários de rotina, e a campanha segue até o dia 8 de fevereiro, véspera do Carnaval, quando a cidade recebe muitos visitantes.</p>
<p>A prefeitura lembra ainda que gestantes e idosos que moram em área considerada de risco poderão se vacinar apenas mediante autorização médica, e que as crianças só poderão ser imunizadas com cartão de vacina, e acompanhadas pelos pais ou responsáveis.<br />
No sábado, o atendimento será realizada, das 8h às 13h, nos Postos de Saúde da Família (PSFs) de Mar do Norte, Cantagalo e Rocha Leão, e das 8h às 17h, nos postos de saúde do Jardim Marilea, Cidade Praiana e Âncora, além dos Centros de Saúde de Nova Cidade e Extensão do Bosque, e da Casa da Vacina, que funciona no Posto Dona Ediméia.<br />
Assim como em Macaé, a Secretária de Saúde de Rio das Ostras, Rosimeri Azevedo, alerta para que as pessoas que já se vacinaram na campanha do ano passado não precisam de nova imunização.<br />
“A baixada litorânea está muito bem atendida e não há motivo para alarde. O Estado autorizou fazer a vacinação conforme a logística de cada município e estamos preparados para esta nova campanha, que será para atingir toda nossa cobertura”, completou Rosimeri.</p>
<p><strong>Quissamã </strong>– Em Quissamã, a prefeitura anunciou que oferecerá a vacina em postos espalhados pelo município, com objetivo de chamar a atenção da população para a importância de se imunizar contra a doença.</p>
<p>De acordo com a Secretaria de Saúde, as vacinas estarão disponíveis no Centro de Especialidades, das 8h às 15h; e nas Unidades de Saúde da Família (USF) de Morro Alto, Alto Grande, Santa Catarina, Barra do Furado e Machadinha, com atendimento das 8h às 13h.</p>
<p>Diferente da média do Estado, onde apenas 46% do público-alvo está vacinado, em Quissamã, assim como em Rio das Ostras, 90% da população já recebeu a dose integral da vacina, e por isso, não precisará de reforço.</p>
<p>“Esse alto índice se deve à vacinação contínua, que vem sendo ofertada diariamente no Centro de Especialidades”, explicou o governo municipal.</p>
<p><strong> </strong><strong>Contraindicação </strong>– Entre os casos de contraindicação da vacina estão, crianças menores de 6 meses de idade; pessoas com história de anafilaxia comprovada relacionada a substâncias presentes na vacina, como ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina e outras; pacientes com imunossupressão grave de qualquer natureza; imunodeficiência devido a câncer ou imunodepressão terapêutica, como uso de corticoides em altas doses; pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 menores que 200 células por milímetro cúbico (células/mm³), ou menor de 15% do total de linfócitos para crianças menores de 13 anos; pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras, como corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores; pacientes submetidos a transplante de órgãos; pacientes com história pregressa de doenças do timo, como miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica; pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico tendo em vista a possibilidade de imunossupressão; e gestantes e mulheres amamentando até os seis meses de idade do bebê.<br />
<strong>Estado do Rio</strong> – Apesar de nenhum caso fatal ter sido registrado nas cidades da região, já chegou a 8 o números de mortos pela febre amarela em 2018 no Estado do Rio, de acordo com o último balanço liberado pela Secretaria Estadual de Saúde, na última segunda-feira, 22.</p>
<p>O município de Valença, no Centro-Sul Fluminense, é o município que registra maior número de mortes, com 4 casos. Segundo a Agência Brasil, a Prefeitura de Valença informou que a vítima era um homem de 44 anos, e que residia na área rural e não havia tomado a vacina.</p>
<p>Ainda de acordo com o governo local, mais de 36 mil pessoas já haviam sido vacinadas no município entre 13 e 22 de janeiro, e a vacinação continua em todas as unidades de saúde de Valença.</p>
<p>Além do Centro-Sul, que teve mais um caso de morte registrado, em Miguel Pereira, a Região Serrana do estado, que fica próxima da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, já registrou 3 casos de óbito pela febre amarela, sendo 2 em Teresópolis e 1 Nova Friburgo, município localizado há menos de 70km de Casimiro de Abreu e do Sana, na região serrana de Macaé.</p>
<p>Além de casos fatais, nesses municípios foram confirmados ainda 20 casos de febre amarela silvestre em humanos em 2018, e a doença segue se espalhando pela Região Serrana, tendo sido registrados ainda casos da doença em humanos em Petrópolis e Duas Barras, também na Região Serrana.</p>
<p><strong>Macaco não é transmissor</strong> – Com o avanço da doença no Estado do Rio, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Rio reforça a informação de que os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela, e que a doença é transmitida por picada de mosquitos.</p>
<p>No meio silvestre, em áreas florestais, o mosquito responsável pela transmissão da febre amarela é o Haemagogus, enquanto que, no meio urbano, o vetor da doença é o já temido Aedes aegypti, mesmo da dengue, da zika e da febre chikungunya.</p>
<p>“Ao encontrar macacos mortos ou doentes, que apresentem comportamento anormal, que está afastado do grupo, com movimentos lentos etc., o cidadão deve informar, o mais depressa possível, às secretarias de Saúde do município ou do estado. Além disso, é importante que as pessoas que ainda não se vacinaram busquem, o quanto antes, um posto de saúde próximo de casa para serem imunizadas”, alertou a Secretaria Estadual de Saúde, à Agência Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), do governo federal.</p>
<p><strong>Tunan Teixeira</strong></p>
<p><strong>Foto: Akilla Ribeiro</strong></p>
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