<p><em>Na casa de um dos envolvidos foram apreendidos dinheiro, um cheque, arma, munições e aparelhos celulares.</em></p>
<p>O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu três bombeiros militares suspeitos de operar um esquema fraudulento de concessão de licenças para empreendimentos em Campos dos Goytacazes.</p>
<p data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">A Operação Halligan foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), nesta terça-feira (30) e os bombeiros foram presos em diferentes bairros do Rio de Janeiro.</p>
<p>Na casa de um dos envolvidos, em Campos, foram apreendidos dinheiro, um cheque, arma, munições e aparelhos celulares. Os militares cobravam altos valores de empresários para realizar o procedimento de legalização de seus negócios junto ao Corpo de Bombeiros Militar. Foram denunciados os coronéis bombeiros militares Kleber Fernandes dos Santos e Luis Eduardo Firmino dos Santos e o subtenente bombeiro militar Nilson Rocha.</p>
<p>Segundo o MPRJ, entre abril de 2015 e setembro de 2017, os denunciados operavam esquema em que cobravam altos valores de empresários locais sujeitos à sua fiscalização para realizar o procedimento de legalização de seus negócios junto ao Corpo de Bombeiros Militar.</p>
<p>Na época, Kleber comandava o 5º Grupamento de Bombeiro Militar de Campos e Luis Eduardo ocupava o cargo de Comandante Intermediário do Comando do Corpo de Bombeiros de Área Norte-CBA IV – Norte Noroeste.</p>
<p>Os dois, sob articulação do subtenente Nilson (já reformado na época), constrangeram outros oficiais e praças da Seção de Serviços Técnicos a agir de modo ilegal para aprovar projetos contra incêndio e pânico de diversas edificações locais, sem a devida documentação, vistorias nas edificações e dispositivos preventivos necessários.</p>
<p>A denúncia demonstra que durante as investigações foram analisados 36 procedimentos nos quais foi possível observar com clareza todo o esquema criminoso. Segundo as investigações, empresários do ramo de cerâmica eram cooptados por Nilson, proprietário de um escritório de legalização de empreendimentos junto ao Corpo de Bombeiros.</p>
<p>Ele cobrava valores na casa dos R$ 30 mil de empresários para providenciar a regularização, sendo que o custo real ficava em torno de R$ 2 mil e o restante do dinheiro era apropriado por Nilson e repassado aos demais integrantes do grupo.</p>
<p>Embora a obtenção do certificado de aprovação demandasse uma série de etapas, no esquema criminoso, os laudos e certificados eram expedidos no mesmo dia, sem o cumprimento de normas, de qualquer regra procedimental e fiscalização, o que coloca toda a sociedade local sob risco de acidentes.</p>
<p>Diante dos fatos apurados, eles foram denunciados por corrupção ativa, corrupção passiva, falsificação de documento e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida e as prisões decretadas pelo Juízo da Auditoria Militar.</p>
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