<p>A falta de definição sobre o caso Skandi Amazonas segue em pauta na Câmara Municipal de Macaé. Integrante da Frente Parlamentar de Petróleo e Energia, a vereadora Leandra Lopes (PT) está acompanhando de perto a situação e cobra respostas por parte da DOF e a Petrobras, sobretudo quanto ao prazo e procedimentos adotados para a remoção da embarcação. A busca é por transparência, deixando a população ciente de tudo que vem acontecendo.</p>
<p>Desde o encalhe, nesta terça-feira (16) a embarcação já soma 32 dias na Praia Campista. Embora tenha afirmado publicamente que “mantém equipes especializadas monitorando a situação, com adoção de todas as medidas preventivas necessárias para garantir que não haja impacto ambiental”, a DOF não falou sobre prazos ou estipulou uma data para a remoção da embarcação. <img class="alignnone size-medium wp-image-140149" src="https://beta.cliquediario.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Rebocador-Macae-2-300x225.jpeg" alt="" width="300" height="225" /> Embarcação segue sem um prazo oficial para remoção. Foto Equipe Clique Diário</p>
<p>“Até agora por sorte não tivemos nenhum acidente ambiental. Mas Macaé e uma cidade que não pode depender da sorte. Nós convivemos diariamente com indústria do petróleo, embarcações e todas as operações offshore. Por isso cobramos a DOF e a Petrobras uma resposta concreta de quando será solucionado”, disse Leandra.</p>
<p style="text-align: left;">O caso reacendeu também a discussão sobre a redistribuição dos royalties. A pauta chegou a ser debatida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi suspensa após pedido de vista por parte do ministro Flávio Dino. Em resumo, a discussão é se os municípios produtores devem ou não repartir os royalties com estados e municípios não produtores.</p>
<p>“Muitos esquecem que Macaé não se tornou a capital do petróleo por acaso. A nossa cidade recebeu a base de operações da Bacia de Campos. Acolheu trabalhadores de todo o Brasil, empresas e investimentos. E ajudou a construir a força energética do Brasil. Mas junto com o desenvolvimento, vieram os impactos que tornaram-se grandes desafios”, afirmou Leandra.</p>
<p>A parlamentar ainda continuou: “E por Macaé ser uma cidade exceção no Brasil, royaltie não é privilégio. Royaltie é compensação. São recursos que ajudam Macaé a enfrentar os impactos de uma atividade que beneficia todo o nosso Brasil. Mas acontece aqui no nosso território. Quando temos uma embarcação encalhada na nossa praia, fica evidente que os riscos também são nossos. Por isso que eu e o presidente da Câmara, Alan Mansur, continuamos aqui cobrando e defendendo o que é direito de Macaé. Porque royaltie é respeito a nossa história, da nossa população. E a contribuição que nós damos ao desenvolvimento desse país”, encerrou Leandra.</p>
<p>A frente parlamentar de Petróleo e Energia é composta ainda por Vicente da Fox (PSDB), Alan Mansur (PSB) e Denis Madureira (Republicanos).</p>
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Caso Skandi Amazonas completa 32 dias na Praia Campista e vira alvo de cobranças na Câmara de Macaé
A vereadora Leandra Lopes cobrou as autoridades responsáveis por respostas envolvendo a embarcação. Foto Equipe Clique Diário
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