<p><em>Deputado estadual do Rio, Bruno Dauaire (PSC), e deputado federal, Wladimir Garotinho (PSD-RJ), aliados de longa data, são alvos de denúncia apresentada por diretório estadual do PSOL no Rio</em></p>
<p>O procurador regional eleitoral, Sidney Madruga, deu parecer pelo prosseguimento do processo em que o deputado federal, Wladimir Garotinho (PSD-RJ), e o deputado estadual do Rio, Bruno Dauaire (PSC), são acusados de compra de votos na última eleição, em 2018.</p>
<p>Em documento do Ministério Público Eleitoral (MPE) assinado na última sexta-feira, 12, o procurador regional eleitoral ainda negou um recurso da defesa dos parlamentares, que negam as denúncias publicadas em sites de jornais de Campos dos Goytacazes, cidade onde os 2 deputados têm base política.</p>
<p>A ação eleitoral tem como autor o diretório estadual do PSOL, que, em petição encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio (TRE-RJ), juntou uma série de fotos e um vídeo que serviriam como provas da ligação de cabos eleitorais que estariam envolvidos nos supostos crimes, além de citar uma possível aproximação dos 2 políticos com traficantes de Guarus, localidade de Campos.</p>
<p>O documento do MPE cita que o cabo eleitoral Paulo Henrique Barbosa, o PH, teria oferecido, no dia 7 de outubro do ano passado, dinheiro e outras vantagens a eleitores, na Penha, também em Campos, em troca de votos para Wladimir e Bruno.</p>
<p>A defesa de PH pleiteava a exclusão dele do processo porque ele não teria cometido abuso de poder econômico por não ter sido candidato, mas os argumentos foram rejeitados pelo procurador Sidney Madruga.</p>
<p>“É plenamente cabível que Paulo Henrique Barreto figure como réu em ação que verse sobre abuso de poder. Ante o exposto, manifesta-se a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pela rejeição da preliminar aventada e requer o regular prosseguimento do feito”, discordou Madruga.</p>
<p>Segundo reportagem do site Folha1, PH ocupou cargo de confiança durante o governo da ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PATRIOTA), mãe de Wladimir, e, posteriormente, foi nomeado no gabinete do deputado Bruno Dauaire, que pertencia ao mesmo partido da família Garotinho, o PR.</p>
<p>O site lembra ainda que em 2016, PH foi candidato a vereador pelo PTC, mas não foi eleito, e acabou condenado no âmbito da Operação Chequinho, que condenou diversos políticos de Campos por compra de votos usando benefícios do programa social Cheque Cidadão.</p>
<p>“Eu mesmo pedi a perícia no vídeo para provar que a denúncia é infundada. Tenho convicção de que ação será arquivada”, argumentou Wladimir, em trecho de nota publicada pelo site do Folha1.</p>
<p>“Respeito a manifestação da Procuradoria, mas essa é uma denúncia mentirosa feita por exclusiva motivação política e confio plenamente na Justiça”, se defendeu Bruno, também em nota ao site do jornal campista.</p>
<p>A decisão final sobre o prosseguimento do processo cabe ao TRE-RJ, mas não há prazo para novas movimentações ou para o julgamento final da ação.</p>
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