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Deputado federal de Macaé, Christino Áureo presta esclarecimentos sobre crise fiscal do Estado na Alerj

<p>Ex-secretário estadual de Fazenda e Planejamento do Rio entre 2016 e 2018&comma; Gustavo Barbosa revelou que o objetivo do polêmico e suado Regime de Recuperação Fiscal &lpar;RRF&rpar; era colocar os salários dos servidores em dia&comma; e não colocar a economia fluminense de volta nos trilhos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O objetivo da assinatura do plano &lbrack;RRF&rsqb; foi trazer alívio imediato&period; Tivemos que obedecer à Lei &lbrack;Federal&rsqb; 159 &lbrack;de 2017&rsqb; e aceitar todas as regras colocadas pela União&comma; incluindo abrir mão das ações judiciais&period; Há necessidade da revisão e aprimoramento do plano&period; O Rio aderiu e não tinha nenhum modelo a seguir&period; Sabíamos que não pagar salário estava errado&comma; por isso abrimos mão das ações judiciais contra a União&period; Na época&comma; não existia outra saída&period; Precisamos assinar o plano para colocar folha em dia e diminuir a falência da Segurança&comma; Saúde e Educação&period; Mas afirmo que este plano em nenhum momento é para melhorar a economia”&comma; declarou o ex-secretário&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A declaração foi dada em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito &lpar;CPI&rpar; da Assembleia Legislativa do Rio &lpar;Alerj&rpar;&comma; presidida pelo deputado Luiz Paulo &lpar;PSDB&rpar;&comma; e que investiga a crise fiscal do Estado&comma; chamou a atenção por ter sido dada justamente por um dos maiores defensores da aprovação do RRF pela Alerj&comma; em 2017&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Atual secretário estadual de Fazenda de Minas Gerais&comma; Gustavo Barbosa foi um dos principais responsáveis pela construção e pelas articulações com a Alerj para a aprovação da legislação para a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos &lpar;CEDAE&rpar;&comma; garantia exigida pela União para assinatura do RRF&comma; então vendida pela equipe do governo&comma; liderada por Gustavo Barbosa&comma; então secretário de Fazenda&comma; como a &OpenCurlyDoubleQuote;tábua de salvação” da crise financeira do Estado do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O ex-secretário de Fazenda e Planejamento foi ouvido pela chamada CPI da Crise Fiscal nesta segunda-feira&comma; 27&comma; em audiência pública&comma; assim como outros ex-integrantes do governo Pezão &lpar;MDB&rpar;&comma; o ex-secretário estadual da Casa Civil e atual deputado federal&comma; Christino Áureo &lpar;PP-RJ&rpar;&comma; e o então procurador geral do Estado da antiga gestão&comma; Leonardo Espíndola&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A CPI da Alerj inquiriu os ex-integrantes do alto escalão da gestão passada para saber como foi feito na época o cálculo pelo Tesouro Nacional para o Regime de Recuperação Fiscal &lpar;RRF&rpar;&comma; que elevou a dívida do Estado para 13 bilhões de reais&semi; e como o Estado abriu mão de 7 processos judiciais sobre dívidas líquidas consolidadas que contribuíram para o aumento desse valor&semi; além da perguntar sobre a metodologia aplicada naquele período em que se estipulou em 800 milhões de reais o valor para a renovação da concessão do gás no Estado&comma; números que&comma; segundo Luiz Paulo&comma; até o momento ninguém sabe como foram calculados&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A CPI também quis saber sobre a não realização da licitação das linhas intermunicipais de ônibus&comma; e sobre a concessão de 10&comma;1 bilhões de reais em benefícios fiscais&comma; em 2017&comma; montante que caiu para 7&comma;3 bilhões de reais&comma; em 2018&comma; de acordo com o Tribunal de Contas do Estado do Rio &lpar;TCE-RJ&rpar;&comma; que entende não haver consistência no cálculo desses benefícios&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O novo governo estadual deverá encaminhar a proposta para a Alerj até o próximo dia 30 de agosto&period; Se o Regime não for revisto&comma; o Estado vai estar quebrado&period; Temos orçado até 2020 uma despesa maior que a receita de 8 bilhões de reais e restos a pagar em torno de 16 bilhões de reais&period; Qualquer caminho hoje é para entregar a chave do Estado à União”&comma; alertou o deputado estadual tucano&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para Gustavo Barbosa&comma; que juntamente com Christino Áureo&comma; foi um dos pilares para a construção do RRF&comma; em seus 2 primeiros anos à frente da Fazenda fluminense&comma; em 2016 e 2017&comma; o Estado estava deficiente&comma; sem recursos&comma; com falência na Saúde e na Educação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Sobre as questões judiciais&comma; o procurador Leonardo Espíndola disse que a situação na época era dramática&comma; e explicou que&comma; quanto à renúncia das ações e litígio&comma; o assunto foi protocolado em 10 de novembro de 2017 na Secretaria do Tesouro Nacional&comma; e que o Estado foi compelido a renunciar&comma; de acordo com a LF159&sol;17&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Já o macaense Christino Áureo&comma; que na época&comma; era deputado estadual licenciado para atuar na Casa Civil do governo Pezão&comma; lembrou que o PRF foi discutido pela Alerj e pelo Congresso&comma; numa tentativa de validar a decisão dos parlamentares&comma; esquecendo-se&comma; porém&comma; das inúmeras investigações envolvendo a Alerj após a aprovação do Plano&comma; embora ainda nenhuma ligada diretamente ao tema&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Foram 100 dias de discussão&period; Com relação ao valor estipulado para concessão de renovação do gás&comma; o cálculo foi elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico com base nas notas técnicas enviadas pelas pastas&period; O Plano de Recuperação Fiscal dava um referencial dos preços que norteavam os ativos e isso foi documentado na época”&comma; afirmou o deputado federal eleito em 2018&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para Luiz Paulo&comma; há fragilidade na concessão&comma; ausência de informações e montantes subavaliados do Executivo na concessão desses benefícios que chegaram a 7&comma;31 bilhões de reais em 2018&comma; além de nesse período&comma; 11 bilhões de reais foram computados em sonegação fiscal&comma; dos quais mais de 50&percnt; são relativos ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços &lpar;ICMS&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Diante de tantos questionamentos feitos pelos deputados da CPI&comma; o ex-secretário de Fazenda declarou que várias ações foram implementadas&comma; mas que o problema da sonegação não se resolve da noite para o dia&comma; além defender que até 2017 houve redução na sonegação&comma; enquanto Cristino Áureo criticou o antigo sistema de acompanhamento dos incentivos fiscais que não permitiam a checagem&period; Quanto à licitação das linhas intermunicipais de ônibus&comma; os 2 ex-secretários e o procurador não souberam responder&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;deputado-federal-de-macae-christino-aureo-presta-esclarecimentos-sobre-crise-fiscal-do-estado-na-alerj" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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