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Deputados estaduais do Rio, presos por corrupção em 2017, são interrogados no TRF2

<p><em>Deputados estaduais do Rio&comma; Jorge Picciani&comma; Edson Albertassi e Paulo Melo&comma; presos em 2017&comma; prestaram depoimento por acusações de envolvimento em esquema de corrupção apurados pela Operação Cadeia Velha<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>Acusados de corrupção passiva e associação criminosa pelo Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar; a partir da Operação Cadeia Velha&comma; os deputados estaduais do Rio&comma; Jorge Picciani &lpar;MDB&rpar;&comma; Paulo Melo &lpar;MDB&rpar; e Edson Albertassi &lpar;MDB&rpar;&comma; foram interrogados nesta segunda-feira&comma; 9&comma; no Tribunal Regional Federal da 2ª Região &lpar;TRF2&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os 3 estão presos preventivamente&comma; sendo que Picciani&comma; que também responde por lavagem de dinheiro&comma; está em prisão domiciliar por decisão do Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&period;<br &sol;>&NewLine;Durante o interrogatório&comma; os 3 deputados responderam ao procurador regional Carlos Aguiar&comma; do MPF na 2ª Região &lpar;RJ&sol;ES&rpar;&comma; e ao desembargador federal Abel Gomes&comma; relator do processo&comma; sobre a acusação de terem cometido aqueles crimes em transações com a construtora Odebrecht e a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio &lpar;Fetranspor&rpar;&comma; que chegou a ser ameaçada de dissolução por pedido do Ministério Público do Estado do Rio &lpar;MP-RJ&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Os depoimentos de hoje foram importantes&comma; porque confirmam as imputações da denúncia&comma; muito embora os acusados neguem as acusações”&comma; afirmou o procurador regional Carlos Aguiar&comma; representante do MPF no interrogatório&comma; de acordo com o MPF&period;<br &sol;>&NewLine;Na ocasião&comma; os ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio &lpar;Alerj&rpar;&comma; Jorge Picciani e Paulo Melo&comma; e o ex-líder do governo&comma; Edson Albertassi&comma; negaram as acusações e refutaram ter tido ingerência na nomeação em órgãos públicos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na denúncia da Cadeia Velha&comma; o Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do MPF na 2ª Região destacou haver provas de autoria e materialidade e a necessidade de manter os deputados presos para a preservação da ordem pública e a aplicação da lei penal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o MPF&comma; o processo é o primeiro da Lava Jato contra autoridades com prerrogativa de foro na 2ª instância&comma; mas outros tramitam em Varas Federais ou tribunais superiores&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Depoimentos <&sol;strong>– Em seu depoimento&comma; Picciani negou ter recebido propinas de empresários de transporte e da construção civil&comma; e afirmou não ter uma relação próxima ao ex-governador fluminense&comma; Sérgio Cabral &lpar;MDB&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O interrogatório&comma; que durou mais de 3 horas&comma; Picciani negou ter recebido qualquer tipo de propina e disse não ter relação com Carlos Miranda&comma; um dos operadores de Sérgio Cabral que&comma; em dezembro de 2017&comma; teve homologado acordo de delação premiada&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Não há um ato de ofício meu que possa ser apontado como compra de apoio”&comma; declarou o ex-presidente da Alerj&comma; de acordo com a agência internacional de notícias Reuters&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O deputado disse conhecer apenas de nome Jacob Barata Filho&comma; empresário do setor de transportes&comma; dono da concessionária de transporte público Auto Viação Salineira&comma; que atua em cidades da região&comma; e que é acusado de envolvimento no pagamento de propina relacionado à Fetranspor&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O ex-presidente da Alerj afirmou ainda que todos os recursos recebidos de empresas da construção civil durante as campanhas eleitorais foram declaradas&comma; não tendo Caixa 2 em suas candidaturas&comma; também garantindo não possuir conta bancária no exterior&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Só tenho duas contas aqui&comma; ambas com mais de 30 anos”&comma; afirmou Picciani segundo a Reuters&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O deputado criticou as declarações prestadas pelos depoentes ouvidos antes dele&comma; na condição de delatores&comma; entre eles&comma; Carlos Miranda e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio &lpar;TCE-RJ&rpar;&comma; Jonas Lopes Júnior&comma; que disse que Picciani e Cabral tinham relação de amizade e nada era feito no estado sem o consentimento do ex-presidente da Alerj&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O jurista fechou acordo de colaboração premiada após ser denunciado pelo MPF de receber propina para ter &OpenCurlyDoubleQuote;boa vontade” em processos de interesse de empresários do transporte e da construção civil&comma; acusações negadas por Picciani&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda conforme a Reuters&comma; o deputado teria listado divergências políticas que já teve com Cabral dentro do MDB&comma; e disse ter apoiado Marcelo Itagiba &lpar;MDB&rpar; para a prefeitura do Rio de Janeiro em 2008&comma; quando o ex-governador articulou a candidatura de Eduardo Paes &lpar;ex-MDB&comma; hoje do DEM&rpar;&comma; que acabou vencendo o pleito&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O deputado teria afirmado ainda que&comma; quando foi candidato ao Senado em 2010&comma; Cabral não se empenhou em sua campanha e foi mais atuante em favor da eleição de Lindbergh Farias &lpar;PT&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Reuters informou também que Jonas Lopes teria dito em seu depoimento que comprou gado da Agrobilara&comma; empresa de Picciani&comma; e usou dinheiro ilícito obtido em esquema no TCE-RJ para quitar a transação&comma; negociação teria sido uma forma de simular uma origem para os recursos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O ex-presidente do TCE-RJ teria pago 600 mil reais pelos animais&comma; mas 500 mil foram por fora&comma; sem a emissão de notas fiscais&period; Picciani reconheceu ter emitido nota abaixo do valor da transação a pedido de Jonas Lopes e disse ter sido um ato equivocado&comma; mas negou saber que o dinheiro era decorrente de propina&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Como poderia saber a origem&quest; Não tive nenhuma vantagem”&comma; contou Picciani&comma; conforme a Reuters&comma; que revelou que o deputado teria admitido ainda o recebimento de 400 mil reais em espécie&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Prisões <&sol;strong>– Picciani&comma; Melo e Albetassi foram presos pela primeira vez em novembro de 2017&comma; quando foram alvos de mandados de prisão preventiva no âmbito da Operação Cadeia Velha&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na ocasião&comma; a Justiça Federal também determinou o afastamento dos 3 deputados de suas funções legislativas&comma; mas os parlamentares obtiveram a liberdade após decisões conflitantes da Alerj e do Judiciário&comma; mas foram novamente presos por determinação do Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar; e encaminhados à Cadeia Pública José Frederico Marques&comma; em Benfica&comma; na capital fluminense&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em abril desse ano&comma; Picciani obteve autorização do STF para cumprir prisão domiciliar&comma; mas os outros 2 &OpenCurlyDoubleQuote;caciques do MDB” continuam presos&comma; agora no Complexo Penintenciário de Gericinó&comma; em Bangu&comma; no Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Embora estejam afastados do mandato&comma; eles continuam recebendo os salários&period; Em nota&comma; a Alerj informou em nota que isso ocorre porque os 3 continuam na titularidade dos mandatos&comma; pois o afastamento se deu por decisão judicial&comma; tratando-se de &OpenCurlyDoubleQuote;um caso atípico não previsto no Regimento Interno e nem na Constituição Estadual”&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;deputados-estaduais-do-rio-presos-por-corrupcao-em-2017-sao-interrogados-no-trf2" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; 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