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Desastre ambiental de vazamento de óleo no litoral brasileiro é alvo de sugestão da ANP sobre aplicação de recursos de contratos

<p>A Agência Nacional de Petróleo&comma; Gás Natural e Biocombustíveis &lpar;ANP&rpar; sugeriu&comma; nesta semana&comma; que parte dos 2 bilhões de reais previstos para serem investidos em pesquisa&comma; desenvolvimento e inovação &lpar;PD&amp&semi;I&rpar; pelas empresas petrolíferas que exploram campos de óleo e gás no país&comma; seja utilizada para custear estudos sobre a situação do óleo no litoral brasileiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a sugestão da ANP&comma; os recursos deveriam ser aplicados nos grupos de trabalho que reúnem pesquisadores convidados pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação &lpar;GAA&rpar;&comma; que coordena&comma; no âmbito federal&comma; as ações de acompanhamento dos vazamentos de óleo nas praias brasileiras neste ano&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por contrato&comma; as empresas que atuam no mercado petrolífero nacional são obrigadas<&sol;p>&NewLine;<p>a aplicar recursos em PD&amp&semi;I&comma; recursos que&comma; só neste ano&comma; devem chegar a 2 bilhões reais em estudos&period; A aplicação dos recursos da cláusula de PD&amp&semi;I é fiscalizada pela ANP&comma; que é vinculada ao Ministério de Minas e Energia&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os cerca de 2 bilhões de reais estimados para este ano equivalem à cerca de 40&percnt; de todo o orçamento do Ministério da Ciência&comma; Tecnologia&comma; Inovações e Comunicações para este ano&comma; que soma 5&comma;09 bilhões de reais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Agência Brasil&comma; da Empresa Brasileira de Comunicação &lpar;EBC&rpar;&comma; órgão oficial do governo federal&comma; lembra que desde a chamada Rodada Zero&comma; em 1998&comma; os contratos que a ANP assina com as empresas ou consórcios vencedores dos leilões de blocos exploratórios de óleo e gás contêm cláusulas estabelecendo a obrigação das concessionárias destinarem um percentual da receita bruta da produção para PD&amp&semi;I do setor&comma; segundo condições específicas de cada modalidade de contrato&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda de acordo com a Agência Brasil&comma; entre 1998 e o 2º trimestre deste ano&comma; as empresas petrolíferas foram obrigadas a investir 16&comma;346 bilhões de reais em projetos de PD&amp&semi;I&comma; e a empresa que mais investiu recursos nessas áreas ainda é a Petrobras&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o diretor da ANP&comma; Felipe Kury&comma; os recursos obrigatórios ainda não destinados&comma; bem como os futuros&comma; podem beneficiar os grupos de trabalho organizados pelo GAA&comma; formado por representantes da Marinha&comma; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis &lpar;Ibama&rpar; e da própria ANP&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Pelas regras estabelecidas nos contratos&comma; esses recursos destinados a PD&amp&semi;I devem ser executados pelas empresas petrolíferas&comma; pelas companhias brasileiras ou pelas instituições credenciadas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Em função da natureza dos grupos de trabalho e das pesquisas que estão desenvolvendo &lbrack;sobre o óleo de origem desconhecida&rsqb;&comma; eles &lbrack;os grupos de trabalho criados pelo GAA&rsqb; podem submeter os estudos e pleitear que sejam custeados por esta regra”&comma; disse Felipe Kury à Agência Brasil nesta semana&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Também segundo a Agência Brasil&comma; 7 grupos de trabalho foram criados no âmbito do GAA para integrar os pesquisadores e institutos científicos que atuam nas regiões poluídas pelo óleo que vazou no litoral brasileiro neste ano&comma; entre eles grupos que avaliam os impactos no oceano e na vida marinha das cidades afetadas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Conforme o GAA&comma; os grupos de trabalho reúnem mais de 100 pesquisadores e cientistas ligados a universidades e institutos de pesquisa nacionais&comma; principalmente da Região Nordeste&comma; onde todos os 9 estados&comma; Alagoas &lpar;AL&rpar;&comma; Bahia &lpar;BA&rpar;&comma; Ceará &lpar;CE&rpar;&comma; Maranhão &lpar;MA&rpar;&comma; Paraíba &lpar;PB&rpar;&comma; Pernambuco &lpar;PE&rpar;&comma; Piauí &lpar;PI&rpar;&comma; Rio Grande do Norte &lpar;RN&rpar; e Sergipe &lpar;SE&rpar;&comma; foram atingidos por manchas de óleo que&comma; posteriormente&comma; chegaram ao litoral do Espírito Santo &lpar;ES&rpar; e do Rio de Janeiro &lpar;RJ&rpar;&comma; na Região Sudeste&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o último relatório divulgado pelo Ibama&comma; 866 pontos de 127 municípios foram afetados pelos vazamentos de óleo que atingiram o litoral brasileiro neste ano&comma; com prejuízos ainda incalculáveis&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Não há uma verba específica para esta atuação emergencial&comma; embora&comma; evidentemente&comma; alguns gastos &lbrack;do GAA&rsqb; precisem ser custeados&period; Houve&comma; sim&comma; por meio do GAA&comma; articulações com alguns órgãos públicos e ministérios”&comma; explicou o coordenador científico do GAA&comma; Ricardo Coutinho&comma; do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira &lpar;IEAPM&rpar;&comma; órgão subordinado à Marinha&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Citando iniciativas como a da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior &lpar;Capes&rpar;&comma; que vai destinar 1&comma;3 milhões de reais para projetos de pesquisa sobre o derramamento de óleo nas praias brasileiras&comma; e o programa que o Ministério da Ciência&comma; Tecnologia&comma; Inovações e Comunicações&comma; Ricardo Coutinho anunciou&comma; junto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico &lpar;CNPq&rpar;&comma; um aporte de 28 milhões de reais em estudos de prevenção e combate ao desastre&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Através do GAA&comma; os pesquisadores têm participado das discussões sobre como estes recursos vão ser implantados&period; E&comma; em breve&comma; deveremos ter uma clara visão de quais programas e projetos deveriam ser incentivados em curto espaço de tempo para entendermos esta situação inédita que é o derramamento deste óleo”&comma; acrescentou Ricardo Coutinho&comma; lembrando que agências estaduais de apoio à pesquisa também já disponibilizaram recursos para custear pesquisas sobre o derramamento de óleo&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;desastre-ambiental-de-vazamento-de-oleo-no-litoral-brasileiro-e-alvo-de-sugestao-da-anp-sobre-aplicacao-de-recursos-de-contratos" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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