<p><em>À esquerda, diretor de jornalismo do Grupo Band Rio, Rodolfo Schneider, com os candidatos ao Governo do Estado, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC), que disputarão o 2º turno no dia 28 deste mês</em></p>
<p>Os candidatos que disputarão o Governo do Estado do Rio em 2º turno no próximo dia 28, Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC), estiveram frente a frente na última semana, em debate na Casa Firjan, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na capital fluminense.</p>
<p>No primeiro debate no 2º turno, Paes e Witzel discutiram, entre diversos outros temas, sobre o equilíbrio das contas públicas, diante da crise fiscal do estado, além de abordarem os problemas da segurança pública que tanto assusta os fluminenses.</p>
<p>O evento, fruto de uma parceria inédita entre a Firjan e o Grupo Bandeirantes, foi parte de uma série que irá incluir uma sabatina com o eleito e que no 1º turno contou com rodada entre candidatos a vice-governador.</p>
<p>Mediado pelo diretor de jornalismo do Grupo Band no Rio, Rodolfo Schneider, o evento foi transmitido ao vivo pela TV Band, Rádio Band News FM e suas redes sociais, no Twitter e no Facebook.</p>
<p>De acordo com a Firjan, no Twitter, o debate ficou nos trending topics do Rio de Janeiro, com a hashtag #debatebandfirjan, e no Face, a live foi encerrada com mais de 70 mil visualizações únicas e alcance de cerca de 190 mil pessoas.</p>
<p>“Um dos assuntos discutidos foi a disparidade entre o destino que as verbas públicas do estado vêm apresentando e o que a população deseja. Como apontou o cruzamento de 2 estudos recém-lançados pela Firjan (Diagnóstico do Estado do Rio e a Pesquisa Orçamento Firjan-Ibope junto à população do estado), os fluminenses querem mais aportes em Saúde e Educação, enquanto o governo gasta mais com custeio da máquina pública e Previdência”, explicou a Federação.</p>
<p>Para Eduardo Paes, o pagamento da folha salarial dos servidores do Estado e o gasto com a Previdência estão altos porque a arrecadação está baixa. O ex-prefeito do Rio defendeu ainda a possibilidade de cortar gastos para organizar o caixa estadual.</p>
<p>“O caminho também é sempre olhar as despesas, ver onde cortar. Não precisa aumentar impostos, mas aumentar a arrecadação”, disse Paes, ressaltando sua experiência na Prefeitura do Rio.</p>
<p>Já o ex-juiz federal Wilson Witzel, preferiu apontar na direção do aumento das receitas, alterando o atual modelo econômico do Estado através de concessões, como forma de tentar atrair investimentos.</p>
<p>“Não adianta falar em cortes de despesas e aumento de impostos, é preciso aumentar a receita. Para isso, deve-se atrair investimentos, mudar o modelo econômico de concessões para atrair dinheiro”, defendeu Witzel.</p>
<p><strong>Segurança </strong>– Quando o assunto passou para os problemas da segurança pública do Estado, a Firjan utilizou outra pesquisa de sua autoria, que diz que o custo da criminalidade para a indústria de transformação fluminense atingiu 8 bilhões de reais em 2017.</p>
<p>Witzel defendeu a implantação de um sistema de câmeras, principalmente nos acessos às cidades, como forma de inibir o roubo de cargas, e disse ainda que vai combater a lavagem de dinheiro, para rastrear receptadores, afirmando ainda que dará autorização para a polícia “abater” quem estiver portando fuzil.</p>
<p>Paes afirmou que, se eleito, vai exigir contundência no combate ao crime, mas ao mesmo tempo investir em inteligência para evitar a morte de inocentes em operações policiais, afirmando que pretende contar com o apoio das Forças Armadas em algumas ações, como em territórios dominados.</p>
<p><strong>Incentivos fiscais </strong>– Grande atrativo para a indústria, os polêmicos incentivos fiscais também foram tema de debate entre os candidatos ao Governo do Estado diante dos representantes dos industriais fluminenses.</p>
<p>Sem surpresas, tanto Eduardo Paes quanto Wilson Witzel defenderam os benefícios fiscais, em que o governo reduz a carga tributária das empresas, apontando os incentivos como uma política de desenvolvimento e como fundamentais para atrir investimentos.</p>
<p>O candidato do DEM, no entanto, reforçou que essa política é vantajosa desde que empregos sejam gerados e não haja privilégios e casos de corrupção, enquanto o candidato do PSC defendeu a criação parcerias para trazer os investimentos.</p>
<p>“Em alguns pontos, ambos concordaram: querem melhorar a segurança pública para incrementar o turismo; investir nas universidades estaduais e acabar com a vistoria anual do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Os candidatos responderam a perguntas de Carlos Gross e Sérgio Duarte, vice-presidentes da Firjan, e também de Jonathas Goulart, coordenador de estudos econômicos da federação. Também fizeram perguntas jornalistas do Grupo Band e o público, que participou pelas redes sociais”, concluiu a Firjan.</p>
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