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Em denúncia amplamente embasada, MPF apresenta nova denúncia contra o governador afastado Wilson Witzel e mais 11

<p>O governador Wilson Witzel &lpar;PSC&rpar;&comma; afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça &lpar;STJ&rpar;&comma; confirmada pelo Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; e que também sofre processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Rio &lpar;Alerj&rpar;&comma; se tornou alvo de mais uma denúncia do Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Juntamente com a 1ª dama do Estado&comma; Helena Witzel&comma; o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico&comma; Energia e Relações Internacionais do Rio&comma; Lucas Tristão&comma; o presidente do PSC&comma; Pastor Everaldo&comma; o ex-secretário estadual de Saúde&comma; Edmar Santos&comma; e mais 7 pessoas&comma; o governador afastado foi denunciado por organização criminosa&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a subprocuradora-geral da república&comma; Lindôra Araújo&comma; que assina a denúncia&comma; o grupo&comma; que tem ainda Gothardo Lopes Netto&comma; Edson da Silva Torres&comma; Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso&comma; Nilo Francisco da Silva Filho&comma; Cláudio Marcelo Santos Silva&comma; José Carlos de Melo e Carlos Frederico Loretti da Silveira&comma; o Kiko&comma; teria atuado nos mesmos moldes da organização criminosa dos últimos 2 ex-governadores&comma; Sérgio Cabral &lpar;MDB&rpar; e Pezão &lpar;MDB&rpar;&comma; na estrutura do Governo do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A representante da Procuradoria-Geral da República &lpar;PGR&rpar; requer&comma; além da condenação pelo crime&comma; a decretação da perda dos cargos públicos&comma; em especial em relação a Wilson Witzel&comma; e que os denunciados sejam condenados ao pagamento de indenização mínima&comma; no valor de 100 milhões de reais&comma; correspondentes a 50 milhões de reais por danos materiais e os outros 50 milhões de reais por danos morais coletivos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o MPF&comma; a denúncia narra&comma; com riqueza de detalhes baseados em provas colhidas nas operações&comma; Favorito&comma; Placebo e Tris in Idem&comma; e em delações premiadas&comma; como a organização se estruturou para desviar recursos públicos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A organização criminosa chefiada por Wilson Witzel é lastreada em 3 principais pilares&comma; liderados por Mário Peixoto&comma; Pastor Everaldo&comma; Edson Torres&comma; Victor Hugo&comma; e José Carlos de Melo”&comma; detalhou Lindôra Araújo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O MPRF explicou que o grupo teria iniciado suas atividades em 2017&comma; com a cooptação de Witzel para concorrer ao governo&comma; que teria recebido&comma; ainda quando era juiz federal&comma; quase 1 milhão de reais para entrar no esquema&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a subprocuradora-geral da república&comma; a compreensão do funcionamento da estrutura da organização criminosa foi possível graças às investigações iniciadas com a Operação Favorito&comma; que resultaram na prisão do empresário Mário Peixoto e de seus operadores financeiros&comma; e culminaram com a Operação Tris in Idem&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O núcleo econômico era formado por empresários e lobistas com interesses em contratos públicos&comma; os quais ofereceram vantagens indevidas a políticos e gestores públicos&period; Fazem parte desse núcleo os denunciados Edson Torres&comma; Gothardo Netto&comma; Victor Hugo&comma; José Carlos de Melo e Mário Peixoto&period; O núcleo administrativo era composto por gestores públicos do governo estadual&comma; que solicitaram e administraram o recebimento das vantagens indevidas pagas pelos empresários&period; Os ex-secretários Edmar Santos e Lucas Tristão são integrantes desse grupo&period; Já o núcleo financeiro-operacional era composto por Helena Witzel&comma; Nilo Francisco&comma; Cláudio Marcelo e Kiko&period; Eram responsáveis pelo recebimento e repasse das vantagens indevidas e pela ocultação da origem espúria&comma; inclusive por meio da utilização de escritórios de advocacia e empresas&comma; algumas delas constituídas exclusivamente para essa finalidade&period; A variedade de formas de pagamentos e a complexidade de relações interpessoais de pessoas físicas e jurídicas demonstram a estabilidade e permanência da organização&period; O núcleo político&comma; no topo da pirâmide&comma; era composto pelo governador do estado e o presidente do PSC&comma; Pastor Everaldo”&comma; enumerou o MPF&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a denúncia&comma; o Witzel teve participação ativa em todos os crimes narrados na peça&comma; loteando os recursos públicos em prol da organização criminosa&comma; recebendo vantagem ilícita e lavando dinheiro a partir do escritório de advocacia da primeira-dama&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A denúncia revela ainda que Pastor Everaldo estruturou a organização criminosa na área da Saúde&comma; na Companhia Estadual de Águas e Esgoto &lpar;CEDAE&rpar; e no Departamento de Trânsito do Estado do Rio &lpar;Detran&period;RJ&rpar;&comma; comandando o orçamento dessas pastas&comma; suas contratações&comma; distribuição de cargos&comma; e até mesmo o pagamento aos prestadores de serviços e repasses aos municípios&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Nessas operações&comma; o MPF ressalta que Pastor Everaldo e a organização sempre conferiam vantagens indevidas nas diversas oportunidades identificadas pelo grupo&comma; ao fazer uso das estruturas do Estado&comma; cabendo a ele indicar as empresas e agentes&comma; de forma a permitir as fraudes e desvios de dinheiro e posterior lavagem de capitais&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Visando o total aparelhamento estatal&comma; partiu do grupo do Pastor Everaldo a indicação do nome de Gabriell Neves&comma; ex-subsecretário executivo de Saúde&comma; um dos responsáveis pelos milionários desvios na pasta”&comma; aponta a subprocuradora-geral da república&comma; acrescentando que &OpenCurlyDoubleQuote;na área da Saúde&comma; o grupo instituiu um esquema de geração de uma espécie de &OpenCurlyQuote;caixinha’ para pagamentos de vantagens indevidas aos agentes públicos da organização criminosa&comma; principalmente por meio do direcionamento de contratações de organizações sociais e na cobrança de um &OpenCurlyQuote;pedágio’ sobre a destinação de restos a pagar aos fornecedores”&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;em-denuncia-amplamente-embasada-mpf-apresenta-nova-denuncia-contra-o-governador-afastado-wilson-witzel-e-mais-11" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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