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Engenheiro da Fecomércio RJ revela em reunião na Alerj que 95% das ferrovias da FCA no Rio estão inativas

<p>Em reunião realizada nessa segunda-feira&comma; 28&comma; a Frente Parlamentar Pró-Ferrovias&comma; da Assembleia Legislativa do Estado do Rio &lpar;Alerj&rpar; divulgou que 95&percnt; das linhas férreas administradas pela Ferrovia Centro Atlântica S&sol;A &lpar;FCA&rpar; no Estado do Rio estão inativas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No Estado do Rio&comma; a FCA é responsável pelas ferrovias que ligam Angra dos Reis ao município de Andrelânda&comma; em Minas Gerais &lpar;MG&rpar;&semi; e Japeri e Campos dos Goytacazes a Cataguases&comma; também em MG&comma; além de Itaboraí a Vitória&comma; no Espírito Santo &lpar;ES&rpar;&comma; na Ferrovia Rio-Vitória &lpar;EF-118&rpar;&comma; passando por municípios da região como Casimiro de Abreu&comma; Rio das Ostras&comma; Macaé e Campos&comma; entre outros&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a Alerj&comma; essa situação de inatividade da empresa&comma; que administra 7&period;094 quilômetros &lpar;km&rpar; de ferrovia no Estado&comma; é uma das principais preocupações apresentadas pelos deputados da Frente Pró-Ferrovias&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As informações foram apresentadas na reunião com os parlamentares pelo engenheiro e consultor ferroviário da Federação do Comércio do Estado do Rio &lpar;Fecomércio RJ&rpar;&comma; Delmo Pinho&comma; que revelou que o Rio foi o mais prejudicado nesses 25 anos de concessão da FCA&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo ele&comma; a empresa teria deixado de forma precária os trechos da concessão&comma; além de não ter indenizado o Estado pelos prejuízos&comma; já que o Rio deveria ter sido contemplado com 234 milhões de reais em investimentos&comma; mas a verba foi toda capitalizada no metrô de Belo Horizonte&comma; em MG&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A concessão da FCA vai vencer em 2026&period; Foram 25 anos de licença e um sucateamento nunca antes visto&period; O único lugar do Brasil&comma; talvez no mundo&comma; em que uma concessionária de serviço destruiu 95&percnt; do patrimônio que foi entregue a ela para cuidar foi aqui no &lbrack;Estado do&rsqb; Rio&period; Existem motivos certamente para ter deixado de operar em algumas malhas&comma; mas a responsabilidade dela é objetiva&semi; a empresa tinha que manter esse patrimônio público até que ele fosse devolvido em condições operacionais&comma; da mesma maneira que recebeu&period; A FCA precisa pagar pelo menos uma indenização ao Estado&comma; que deveria ser aplicada em projetos ferroviários no interior”&comma; sugeriu Delmo Pinho aos deputados estaduais da Frente Pró-Ferrovias&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o vice-presidente técnico da Associação de Engenheiros Ferroviários &lpar;Aenfer&rpar;&comma; Hélio Suevo&comma; toda movimentação de carga para o Estado do Rio é por via rodoviária&comma; mas com a Rodovia Presidente Dutra &lpar;SP-60&rpar; saturada&comma; a ferrovia deveria ser o modo de transporte de carga até os polos distribuidores&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É fundamental uma pressão conjunta dos parlamentares para que sejam apresentadas estratégias para impedir esse declínio das ferrovias&period; Estávamos sem norte&comma; a realidade é essa&period; É preciso tratar da crise de mobilidade urbana&comma; viabilizar a implementação de trens turísticos e potencializar os trens de cargas&period; A FCA destruiu a malha ferroviária e vai devolver ao Estado do Rio esses trechos em péssimo estado e sucateados”&comma; declarou Hélio Suevo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O gestor da Aenfer lembra que já existe um Plano Estratégico Ferroviário &lpar;PEF-RJ&rpar;&comma; elaborado em 2018 pelo Governo do Estado em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários &lpar;ANTF&rpar;&comma; que contempla 27 projetos potenciais para carga&comma; 7 para melhoria da mobilidade&comma; e 22 de instalação de trens turísticos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Podemos analisar e escolher alguns desses projetos para levarmos adiante e pressionar junto à Secretaria Estadual de Transporte &lbrack;e Mobilidade Urbana&rsqb; para tirar do papel&comma; pelo menos&comma; os projetos de engenharia”&comma; defendeu Hélio Suevo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o deputado estadual Luiz Paulo &lpar;PSD&rpar;&comma; coordenador da Frente Pró-Ferrovias&comma; os números apresentados pela Fecomércio RJ apontam para a urgência em tratar desse tema&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O parlamentar lembrou ainda que o Plano Estratégico de Desenvolvimento Social &lpar;PEDES&rpar;&comma; que vai sustentar as leis orçamentárias do Estado&comma; ainda está em fase de elaboração e precisa prever recursos que contemplem a logística de carga e passageiros&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Se formalmente não entrarem no orçamento do Estado&comma; essas políticas não vão sair do papel&period; Estamos aproveitando o desenvolvimento do PEDES para propor sugestões&comma; após extrair todo o saber sobre o tema&comma; para se ter uma proposta de Estado e não de governo&period; Sabemos que as ferrovias não acontecem da noite para o dia e que é caro&period; Quando aprovamos a Frente&comma; a ótica central sempre foi a logística de cargas porque o Estado vem perdendo&comma; ano a ano&comma; ferrovias&comma; e vamos seguir com essa linha para as próximas reuniões”&comma; reforçou Luiz Paulo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Respondendo à questão&comma; o assessor da Subsecretaria Estadual de Planejamento e Gestão&comma; Leandro Damaceno&comma; adiantou que o governo estadual já está analisando e considerando medidas para melhorar a rede ferroviária do Estado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A logística não só é um aspecto transversal&comma; como necessário para o desenvolvimento do &lbrack;Estado do&rsqb; Rio&comma; por isso tratamos desse assunto como um complexo econômico&comma; dada a importância do desenvolvimento de aspectos infraestruturais dentro da temática da logística&comma; como está inserida a questão da recuperação da malha ferroviária para transporte de cargas e pessoas em todo o Estado do Rio”&comma; afirmou Leandro Damaceno&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Além de Luiz Paulo&comma; e dos representantes da Aenfer&comma; da Fercomércio RJ e do governo estadual&comma; participaram da reunião pela Frente Pró-Ferrovias da Alerj os deputados estaduais&comma; Tande Vieira &lpar;PROS&rpar; e Martha Rocha &lpar;PDT&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;engenheiro-da-fecomercio-rj-revela-em-reuniao-na-alerj-que-95-das-ferrovias-da-fca-no-rio-estao-inativas" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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