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Firjan emite nota técnica com alerta de caos financeiro para o Estado do Rio em caso de aprovação da nova partilha de royalties

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante café da manhã com parlamentares na Confederação da Agricultura e Agropecuária do Brasil.

<p>Com a aproximação da votação&comma; pelo Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; da nova partilha dos royalties de petróleo no Brasil&comma; a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro &lpar;Firjan&rpar; publicou uma nota técnica alertando sobre os riscos financeiros para o Estado em caso de aprovação da proposta&comma; no próximo dia 20 de novembro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a Firjan&comma; o Estado do Rio e seus municípios terão impactos sociais substanciais caso a liminar da ministra Cármen Lúcia&comma; do STF&comma; que suspendeu os efeitos da nova legislação que divide os royalties com estados e municípios não produtores de petróleo no país&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Aprovada pelo Congresso e sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff &lpar;PT-RS&rpar;&comma; em 2013&comma; a medida estabelece novas regras de distribuição de royalties e participações especiais&comma; privilegiando estados não produtores&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a Firjan&comma; a redistribuição põe em risco o abastecimento de água para 95&period;931 pessoas&comma; a manutenção de 566 mil alunos no sistema de ensino e a disponibilidade de mais de 4 milhões de atendimentos no sistema de saúde pública em todo o Estado do Rio&comma; entre 2020 e 2023&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A proposta tem aterrorizado prefeitos de municípios produtores de petróleo em todo o Estado do Rio&comma; assim como vereadores&comma; deputados estaduais e federais e senadores&comma; principalmente na região do entorno da Bacia de Campos&comma; provocando articulações políticas em busca de tentar derrubar a proposta e até mesmo a votação da medida pelo STF&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Com o título &OpenCurlyDoubleQuote;Aos produtores&comma; não apenas o ônus&colon; avaliação dos impactos para o Estado do Rio e seus municípios com a redistribuição dos royalties e participações especiais”&comma; a nota técnica elaborada pela Firjan foi divulgada nesta segunda-feira&comma; 30 de setembro&comma; e ressalta a importância dos recursos provenientes da produção de óleo e gás no Estado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A nota se apoia nos mesmos argumentos usados pelos deputados federais&comma; Clarissa Garotinho &lpar;PROS-RJ&rpar; e Wladimir Garotinho &lpar;PSD-RJ&rpar;&comma; de Campos dos Goytacazes&comma; e Felício Laterça &lpar;PSL-RJ&rpar; e Christino Áureo &lpar;PP-RJ&rpar;&comma; de Macaé&comma; que defendem a inconstitucionalidade da proposta&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A argumentação da nota e dos parlamentares lembra que os royalties são compensações financeiras pela atividade petrolífera e que a regra vigente foi assim estabelecida porque são os estados e municípios produtores que absorvem todo o ônus e o impacto local da atividade exploratória&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A Firjan recorda&comma; por exemplo&comma; que&comma; nesse contexto&comma; potenciais danos ambientais de acidentes petrolíferos&comma; por exemplo&comma; afetarão diretamente a região produtora e não estados não produtores em outra região do país&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Na medida em que temos uma atividade que pode causar um dano significativo&comma; o município ou estado que a suporta também precisa ter capacidade financeira para restabelecer a ordem&period; Portanto&comma; a parcela maior a ser recebida pelos produtores segue a lógica do ônus territorial e do risco&period; Quem tem risco tem royalties”&comma; argumenta a gerente de Petróleo&comma; Gás&comma; Naval da Firjan&comma; Karine Fragoso&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a nota&comma; em caso de manutenção da nova lei&comma; o Estado do Rio perderá recursos estimados equivalentes a 4 anos de investimentos na área de Saúde&comma; considerando o valor investido em 2018&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Ano passado&comma; 53&comma;3&percnt; da despesa previdenciária do Estado foi realizada com os royalties&period; Isso dá ideia da importância que eles têm para o governo estadual&period; A perda de receita comprometerá seriamente o atendimento de serviços básicos à população&comma; como saúde&comma; segurança pública&comma; educação&comma; administração pública e judiciário”&comma; avalisou o gerente de Estudos Econômicos da Firjan&comma; Jonathas Goulart&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda segundo a nota técnica&comma; a atividade empresarial também será fortemente afetada pela condição de ambiente hostil ao investimento&comma; gerada pela falta de serviços básicos&comma; tendo como consequência o aumento do custo de operação e também o comprometimento de novos investimentos e criação de postos de trabalho&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Essa redistribuição seria um retrocesso para o Rio e para o seu reequilíbrio fiscal&period; Enquanto as outras economias estão trabalhando para sair da estagnação econômica&comma; o Rio seria&comma; mais uma vez&comma; penalizado”&comma; completou Karine Fragoso&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O estudo elaborado pela Firjan também considera que&comma; embora os impactos oriundos da atividade petrolífera sejam sentidos localmente&comma; é a União que recebe a maior quantia das receitas de participações governamentais da exploração de petróleo e gás natural&comma; tendo acumulado 54&percnt; do total arrecadado em 2018&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por fim&comma; a Firjan salienta que a União nunca dividiu com os estados e municípios o Bônus de Assinatura&comma; uma das contrapartidas financeiras pagas pelo consórcio no momento da assinatura do contrato de exploração e produção das áreas adquiridas em leilões de concessão dos campos&comma; tanto do pré-sal quanto do pós-sal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Desde 2013&comma; foram arrecadados em Bônus de Assinatura pela União mais de 30 bilhões de reais&period; Ainda serão arrecadados mais de 100 bilhões de reais apenas para o leilão do Excedente da Cessão Onerosa&comma; pauta que está em discussão no Congresso Nacional”&comma; recorda a Firjan&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Aprovada pelo Senado em setembro&comma; a Proposta de Emenda à Constituição &lpar;PEC&rpar; da Cessão Onerosa deve ser votada na Câmara Federal até o dia 12 de novembro&comma; segundo acredita o presidente da Casa&comma; deputado Rodrigo Maia &lpar;DEM-RJ&rpar; contou à Agência Brasil&comma; da Empresa Brasil de Comunicação &lpar;EBC&rpar;&comma; órgão oficial do governo federal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O texto aprovado pelo Senado estipula que&comma; dos 100 bilhões de reais arrecadados com o Bônus de Assinatura do leilão da Cessão Onerosa&comma; 72&comma;8 bilhões de reais serão distribuídos entre União&comma; estados e municípios&comma; mas os valores ainda serão votados pelos deputados federais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Conforme o acordo entre o Congresso e o Ministério da Economia&comma; o governo federal se comprometeu a dar 3&percnt; de sua parte para o Estado do Rio&comma; onde estão os blocos que serão explorados&comma; deixando assim a fatia da União em 67&percnt;&comma; com os municípios com 15&percnt; e os estados com 15&percnt;&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;firjan-emite-nota-tecnica-com-alerta-de-caos-financeiro-para-o-estado-do-rio-em-caso-de-aprovacao-da-nova-partilha-de-royalties" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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