<p><em>Durante a realização da Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, Texas, nos Estados Unidos, gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC) da Petrobras, Marcelo Batalha, detalhou projetos para a região</em></p>
<p>A Petrobras divulgou na tarde desta quinta-feira, 3, uma entrevista com o gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (OU-BC), Marcelo Batalha, realizada durante Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, Texas, nos Estados Unidos.</p>
<p>Juntamente com diversos especialistas da Petrobras, o gerente geral da UO-BC apresentou a história e as perspectivas em um painel sobre a Bacia de Campos, responsável por mais de 50% da produção de petróleo do Brasil, e que ainda oferece inúmeras oportunidades e desafios para a Petrobras e suas parceiras.</p>
<p>Na entrevista, ele detalha alguns dos principais projetos da Petrobras para a região, que hoje conta com 53 unidades marítimas de produção e suporte às atividades, e que tem na cidade de Macaé, sua principal base de operações.</p>
<p>Com a expectativa de que a Bacia ainda possa contribuir por muitos anos para a produção de petróleo no Brasil, o gerente geral da UO-BC falou também sobre a capacidade que a região tem para contribuir para o aumento da produção de petróleo da empresa.</p>
<p>“A Bacia de Campos é um dos maiores complexos petrolíferos marítimos do mundo e tem fôlego suficiente para se expandir e reduzir sua tendência natural de declínio da produção. Temos uma série de projetos que irão garantir que a Bacia de Campos continue a produzir por muito tempo, de forma economicamente viável. Esses projetos envolvem a revitalização de campos, os novos sistemas que entrarão em produção e o investimento em projetos para aumentar o fator de recuperação. Os 10 blocos exploratórios adquiridos pela Petrobras na Bacia de Campos, nas duas últimas rodadas de Leilão da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), são outro indicativo de que a bacia está ligada ao crescimento da Petrobras e continua apresentando grande potencial geológico. As áreas foram adquiridas de acordo com a estratégia atual da companhia de atuar de forma seletiva, para recompor o nosso portfólio e assegurar produção futura e sustentável”, comentou Marcelo Batalha.</p>
<p>Sobre a revitalização dos campos da Bacia de Campos, Batalha lembrou que o caso mais adiantado é o de Marlim, cujo contrato de concessão foi estendido pela ANP até 2052, juntamente com o de Voador.</p>
<p>“De acordo com o projeto, as 9 plataformas atuais serão substituídas por duas unidades, com elevada capacidade de tratamento de água. A Petrobras usará os poços já existentes e construirá outros para drenar o óleo que ainda não foi aproveitado. A concepção do projeto prevê a convivência do sistema novo com o atualmente em produção, minimizando assim a interdependência com o projeto de desmobilização das plataformas atuais de Marlim. O processo de contratação das novas unidades foi iniciado em janeiro desse ano. Estamos também discutindo com a ANP a extensão de outros contratos de concessão na Bacia de Campos, como os campos de Jubarte e Cachalote, no Parque das Baleias, e o campo de Albacora, que está completando 30 anos de produção. Albacora teve uma descoberta no pré-sal, a de Forno, que também será considerada nesse projeto de revitalização que estamos estudando”, analisou.</p>
<p>Questionado sobre as contribuições do pré-sal para a continuidade da produção na Bacia de Campos, Marcelo Batalha ressaltou que o principal ganho das descobertas feitas no pré-sal da Bacia de Campos foi que elas ocorrem em campos que já produzem na camada pós-sal há alguns anos e que já contam com infraestrutura instalada.</p>
<p>Segundo ele, esse fato traz uma economia de custos para a companhia e também favorece a aceleração da entrada em produção dessas jazidas, dando como exemplo a descoberta de Brava, que está abaixo da concessão em Marlim, que já está em produção na P-20.</p>
<p>Em fase de delimitação do volume existente, o gerente geral da UO-BC anunciou que a confirmação do potencial de Brava pode trazer um grande incremento para a revitalização de Marlim, agregando esse volume lá também.</p>
<p>“Temos os campos de Jubarte e Baleia Azul, no Parque das Baleias, que estão produzindo no pré-sal na plataforma P-58 e no FPSO Cidade de Anchieta. Temos ainda os reservatórios de Tracajá (campo de Marlim Leste), Carimbé (campo de Caratinga) e Poraquê Alto (campo de Marlim Sul). Essas descobertas confirmam a capacidade de renovação da Bacia de Campos”, listou ele.</p>
<p>De acordo com Marcelo Batalha, as duas novas plataformas de Marlim, e a previsão de outros 2 sistemas de produção na Bacia de Campos, nos campos de Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça, a expectativa é de alcançar uma produção de 80 mil barris por dia já em 2019.</p>
<p>Ele falou ainda sobre os projetos de recuperação de campos, lembrando que, atualmente, a Petrobras possui 90 projetos na Bacia de Campos para perfuração, completação e interligação de novos poços, além de projetos para manutenção e aumento da eficiência das unidades de produção que operam na Bacia.</p>
<p>Segundo Batalha, outras ações de gerenciamento de reservatórios e o desenvolvimento de novas tecnologias também buscam aumentar o fator de recuperação, destacando nesse sentido, a parceria com a Statoil no campo de Roncador, por meio da qual a Petrobras pretende aumentar o fator de recuperação com a aplicação de técnicas diferenciadas que a empresa norueguesa já aplica nos seus campos no Mar do Norte.</p>
<p>“Essas técnicas incluem uso intensivo de sísmica 4D (que inclui mapeamento sísmico ao longo do tempo como uma quarta dimensão), conceitos de simplificação de poços marítimos e alternativas para projeto do leiaute submarino. Enfim, temos uma série de projetos que irão permitir que a Bacia de Campos, que já produziu 13 bilhões de barris de óleo equivalente desde 1977 e fez com que a Petrobras conseguisse superar inúmeros desafios, possa continuar produzindo por pelo menos outros 40 anos, com segurança e viabilidade econômica”, concluiu o gerente geral da UO-BC.</p>
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