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Inspirados em vereadora executada no Rio, mais negros buscam voz na política

<p><em>Mirando exemplo de Marielle Franco&comma; Anderson Quack e Nega Gizza &lpar;na foto entre o deputado estadual do Rio&comma; Marcelo Freixo&rpar; lançam pré-candidatura pelo PSOL do Rio nas eleições de outubro deste ano<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>Marielle presente&period; O bordão&comma; usado em memória da vereadora do Rio de Janeiro&comma; Marielle Franco &lpar;PSOL&rpar;&comma; executada no bairro do Estácio&comma; na capital fluminense&comma; em 14 de março deste ano&comma; e cujo crime ainda permanece sem solução&comma; começa a colher resultados mais literais no cenário político do Estado do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Seguindo o exemplo de Marielle&comma; o cineasta negro Anderson Quack e a rapper&comma; também negra&comma; Nega Gizza&comma; lançaram suas pré-candidaturas para concorrer&comma; respectivamente&comma; a deputado federal e estadual&comma; no pleito de outubro próximo&comma; em evento em um distrito pobre no subúrbio do Rio de Janeiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Tratada pela agência internacional de notícias Reuters como uma &OpenCurlyDoubleQuote;estrela política em ascensão”&comma; Marielle teria sido &OpenCurlyDoubleQuote;instrumental em unir os dois candidatos sob a bandeira de seu partido&comma; o PSOL&comma; mas não viveu para vê-los começarem suas campanhas”&comma; vítima&comma; assim como o motorista Anderson Gomes&comma; de uma execução a tiros quando voltava de um evento em defesa dos direitos de mulheres negras&comma; na Lapa&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Com firme atuação contra as atividades de milícias nas favelas do Rio de Janeiro&comma; Marielle pode ter sido executada justamente a mando de um vereador&comma; Marcelo Siciliano &lpar;PHS&rpar;&comma; acusado de mandante do crime e de possuir ligações com milícias da Zona Oeste da cidade&comma; segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Anderson Quack e Nega Gizza fazem parte da Frente Favela Brasil&comma; um movimento político que tenta unificar o poder de voto de favelas e outros bairros negros suburbanos que historicamente são ignorados e pouco representados na política brasileira&period; Mesmo "ausente"&comma; Marielle Franco nunca esteve tão presente&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Embora o governo federal diga que algo em torno de 11&comma;4 milhões de brasileiros moram em favelas&comma; um estudo da Organização das Nações Unidas &lpar;ONU&rpar; estima que este número seja 5 vezes maior&comma; englobando quase um terço &lpar;1&sol;3&rpar; da população do país&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a Reuters&comma; os protestos pela execução de Marielle solidificaram ainda mais os esforços da Frente Favela Brasil para mudar essa dinâmica&comma; mirando a desilusão generalizada com políticos tradicionais para ganhar mais visibilidade para as preocupações dos brasileiros negros pobres&comma; população defendida pela vereadora&comma; assim como as mulheres e LGBTs dessas comunidades&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Apesar de negros e pardos representarem 55&percnt; da população brasileira&comma; apenas 20&percnt; do Congresso é composto por parlamentares que se declararam possuir estas etnias&period; E mesmo o número de candidatos a cargos públicos eletivos é baixo&comma; como demonstram os números do Tribunal Superior Eleitoral &lpar;TSE&rpar; sobre as eleições municipais de 2016&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Essa democracia que todo mundo fala&comma; às vezes ela não acontece&period; Ela vai acontecer no momento que a gente fizer com que tenhamos muitos parlamentares negros”&comma; disse Gizza&comma; que deve concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio &lpar;Alerj&rpar;&comma; segundo a Reuters&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Representatividade nas urnas <&sol;strong>– Em 2016&comma; somando todos os candidatos a prefeito e vereador registrados no TSE nos 5&period;570 municípios brasileiros&comma; apenas 42&percnt; eram pardos&comma; negros ou indígenas&comma; enquanto apenas 13&percnt; de todos os candidatos eram mulheres&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para se ter uma ideia de como esta é uma preocupação recente no Brasil&comma; apesar da pouca representatividade política ser um problema histórico no país&comma; o TSE só passou a contar com este levantamento a respeito de &OpenCurlyDoubleQuote;cor&sol;raça” dos candidatos há 2 anos&period; Nas eleições anteriores&comma; estas estatísticas não aparecem&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para o deputado federal Chico Alencar &lpar;PSOL-RJ&rpar;&comma; que se identifica como pardo&comma; parte da culpa pela baixa representatividade está no alto custo das campanhas&comma; que segundo ele&comma; servem para continuar empoderando interesses tradicionais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Conseguir candidatura dentro dos partidos da ordem para quem vem de movimentos populares é muito difícil”&comma; ponderou o deputado para a Reuters&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda com base nos dados das últimas eleições municipais&comma; o número da desigualdade política é menor do que a média nacional levando em conta apenas o Estado do Rio de Janeiro&comma; mas não chega a empolgar&comma; somando 44&percnt; de candidatos negros e pardos e 32&percnt; de mulheres&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Quando levamos em conta apenas os candidatos eleitos&comma; a média cai drasticamente&comma; chegando a apenas 28&percnt; de pardos e negros e 9&percnt; de mulheres&comma; entre as quais estava a mulher negra Marielle Franco&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Região <&sol;strong>– Em algumas cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense&comma; porém&comma; o número de candidatos pardos&sol;negros e mulheres apresentava significativa melhora em relação tanto ao país quanto ao Estado do Rio&comma; mas apenas 3 mantiveram a representatividade quando analisados os números de pardos e negros eleitos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em Iguaba Grande&comma; Quissamã e Rio das Ostras&comma; os números de candidatos negros&comma; pardos e indígenas superaram a média das 12 cidades da região&comma; de 26&comma;7&percnt;&period; Enquanto em Iguaba&comma; 50&percnt; dos eleitos eram negros e pardos&comma; em Quissamã&comma; 80&percnt; dos eleitos estavam nesta faixa da população&period; Em Rio das Ostras&comma; que&comma; assim como Cabo Frio&comma; terá novas eleições para prefeito e vice em 24 de junho&comma; 57&percnt; dos eleitos eram negros e pardos&period; O número de mulheres eleitas&comma; porém&comma; não ultrapassou sequer 40&percnt; em nenhuma dessas cidades&comma; chegando a 36&percnt; em São Pedro da Aldeia&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Entre as 12 cidades da região que tiveram os dados do TSE referentes às eleições municipais de 2016 analisados pela reportagem&comma; Quissamã liderou na representatividade de candidatos pardos e negros&comma; com 69&percnt;&comma; seguida de Araruama &lpar;59&percnt;&rpar;&comma; Campos dos Goytacazes &lpar;51&percnt;&rpar;&comma; Rio das Ostras &lpar;49&percnt;&rpar;&comma; Macaé e Carapebus &lpar;47&percnt;&rpar;&comma; Casimiro de Abreu &lpar;44&percnt;&rpar;&comma; Armação dos Búzios e São Pedro da Aldeia &lpar;36&percnt;&rpar;&comma; Cabo Frio &lpar;33&percnt;&rpar;&comma; Arraial do Cabo &lpar;30&percnt;&rpar; e Iguaba Grande &lpar;29&percnt;&rpar;&period; Já no número de mulheres candidatas&comma; as 12 cidades mantiveram estatísticas semelhantes aos do Estado do Rio&comma; variando de 29&percnt;&comma; em Macaé&comma; a 33&percnt;&comma; em Búzios e Quissamã&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Levando em conta os percentuais de pardos e negros eleitos&comma; excetuando-se as 3 cidades citadas acima&comma; a que mais se aproximou da igualdade foi Búzios &lpar;40&percnt;&rpar;&comma; seguida de Campos &lpar;38&percnt;&rpar;&comma; São Pedro &lpar;32&percnt;&rpar;&comma; Araruama &lpar;28&percnt;&rpar;&comma; Carapebus &lpar;25&percnt;&rpar;&comma; Casimiro &lpar;20&percnt;&rpar;&comma; Macaé &lpar;17&percnt;&rpar;&comma; Cabo Frio &lpar;11&percnt;&rpar; e Arraial &lpar;10&percnt;&rpar;&period; No número de mulheres eleitas&comma; a situação é ainda pior na região&comma; onde a média é de 11&comma;83&percnt;&period; Depois de São Pedro &lpar;36&percnt;&rpar;&comma; aparecem Quissamã&comma; Carapebus e Búzios &lpar;20&percnt;&rpar;&comma; Araruama &lpar;17&percnt;&rpar;&comma; Cabo Frio &lpar;11&percnt;&rpar;&comma; Iguaba &lpar;8&percnt;&rpar;&comma; Macaé &lpar;6&percnt;&rpar; e Campos &lpar;4&percnt;&rpar;&period; Rio das Ostras&comma; Arraial e Casimiro não elegeram nenhuma mulher nas últimas eleições municipais&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>2018 – <&sol;strong>De acordo com a Reuters&comma; apesar das barreiras para entrar na política brasileira serem altas&comma; o cientista político Sérgio Praça&comma; ouvido pela agência de notícias&comma; pontuou que uma grave recessão e grandes escândalos de corrupção política criaram uma abertura para candidatos outsiders nas eleições deste ano que raramente se viu antes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Eu não acho que o sucesso eleitoral desse movimento vai ser enorme&comma; é difícil entrar no sistema político brasileiro&comma; mas certamente as condições hoje são favoráveis para isso&period; Muito mais do que nas últimas eleições”&comma; disse Praça&comma; professor da Fundação Getulio Vargas &lpar;FGV&rpar; do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O cientista político acredita ainda que movimentos como os da Frente Favela Brasil podem ter suas melhores perspectivas justamente no cenário fluminense&comma; pois o estado foi especialmente atingido pela instabilidade política e econômica dos últimos anos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É o momento certo para começar um novo movimento político”&comma; reitera&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;inspirados-em-vereadora-executada-no-rio-mais-negros-buscam-voz-na-politica" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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