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Mais um ex-presidente da república é alvo de denúncia em decorrência da Lava Jato

DF - VOTA«¿O-DERRUBA-AFASTAMENTO-A¿CIO-NEVES - POLÕTICA - O senador Fernando Collor de Melo durante votaÁ¿o para derrubar o afastamento do senador AÈcio Neves concedido pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no Senado Federal em BrasÌlia (DF), nesta terÁa-feira (17). AÈcio Neves poder· retomar atividades parlamentares. 17/10/2017 - Foto: F·TIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTAD¿O CONTE¿DO

<p>Mais um ex-presidente da república será alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República &lpar;PGR&rpar;&comma; denúncia enviada nesta quarta-feira&comma; 29&comma; ao Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar; contra o senador Fernando Collor de Mello &lpar;PROS-AL&rpar; pelo crime de peculato&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com o Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar;&comma; o parlamentar&comma; que está licenciado&comma; é acusado de atuar para que a BR Distribuidora firmasse contratos com a empresa Laginha Agro Industrial&comma; de propriedade do também alagoano João Lyra&comma; com quem Collor mantém relações políticas&comma; de amizade e familiares&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As investigações teriam revelado que o crime foi praticado em 2010&comma; ano em que Collor e Lyra eram filiados ao PDT&comma; e disputaram os cargos de governador e deputado federal&comma; respectivamente em Alagoas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na denúncia&comma; a procuradora-geral da república&comma; Raquel Dodge&comma; destacou a existência de provas que renderam ao empresário 240 milhões de reais&comma; contrariando as regras da companhia&comma; ignorando o fato de a empresa de João Lyra estar em crise financeira e ainda tendo tramitação atípica e excepcional&comma; segundo entendimento da procuradora&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo a denúncia&comma; em junho de 2010&comma; João Lyra teria pedido ajuda ao senador&comma; que agendou e acompanhou o empresário em uma reunião na sede da BR Distribuidora&comma; no Rio de Janeiro&comma; quando os dois relataram dificuldades financeiras decorrentes de enchentes que teriam atingido o Estado do Alagoas e destruído parte do parque industrial da usina&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na ocasião&comma; ainda conforme a denúncia&comma; o ex-presidente e o empresário teriam apresentado proposta para o fechamento de um contrato para a compra de safra futura de álcool no valor de 1 bilhão de reais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Tal proposta&comma; contudo&comma; foi considerada inviável pelos funcionários da BR Distribuidora S&period;A&period;&comma; pois a empresa não realizava o modelo de negócio compra de safra futura de álcool de forma antecipada&comma; por ter&comma; no passado&comma; sofrido prejuízos decorrentes da inadimplência de usineiros nesse tipo de contratação”&comma; destaca trecho da denúncia de Dodge&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ainda conforme as provas reunidas no inquérito&comma; o então presidente da BR Distribuidora&comma; José Lima Neto&comma; que estava presente à reunião&comma; assegurou ao senador que seria encontrada alternativa para o pedido&comma; o que acabou sendo viabilizado por meio de 3 contratos&comma; negociados e firmados em tempo recorde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O MPF explica que o 1º contrato foi assinado em 9 de julho&comma; apenas 10 dias após a reunião na sede da BR Distribuidora&period; José Zônis&comma; então diretor de operações logísticas da companhia estatal&comma; indicado pelo próprio Collor para o cargo&comma; foi apontado por testemunhas como um dos principais executores das contratações firmadas com a pessoa jurídica Laginha Agro Industrial&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na denúncia&comma; Raquel Dodge menciona depoimento do ex-coordenador de aquisição de álcool da BR Distribuidora para as regiões Norte e Nordeste&comma; que relatou que&comma; após a reunião com Collor&comma; José Zônis teria solicitado aos subordinados que o contrato fosse elaborado e aprovado de forma rápida&comma; desprezando aspectos técnicos da operação&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os 3 contratos permitiram que o empresário utilizasse os chamados recebíveis como garantia para a abertura de crédito junto a instituições financeiras públicas e privadas e à própria BR Distribuidora&comma; além de garantir a Lyra o fornecimento de diesel e lubrificantes à empresa&comma; naquele momento&comma; em situação falimentar&comma; e ainda gerando um contrato mútuo em dinheiro&comma; no valor de 5 milhões de reais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Raquel Dodge destaca ainda que&comma; no momento em que foram aprovados o 2º e o 3º contratos&comma; a BR Distribuidora teria ignorado recomendação constante de parecer jurídico para que se exigissem garantias mais sólidas ou mesmo que se levasse em conta o fato de a companhia já ser credora da empresa de João Lyra&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Pelas circunstâncias em que foram celebrados e executados&comma; conclui-se que os negócios jurídicos firmados&comma; e de alto risco para a BR Distribuidora S&period;A&period; eram&comma; na verdade&comma; espécie de instrumento para a apropriação e o desvio de recursos em proveito da Laginha Agro Industrial S&period;A e de seu proprietário João Lyra&comma; graças à participação delituosa do senador da república Fernando Collor de Mello”&comma; pontua outro trecho da denúncia da procuradora-geral&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Para exemplificar a irregularidade das transações&comma; a PGR explica que&comma; naquele momento&comma; a empresa era alvo de 6&period;914 protestos de dívidas&comma; que somavam 72&comma;7 milhões de reais&comma; respondendo a ações de cobrança no valor de 175&comma;4 milhões de reais&comma; além de ser objeto de 6 pedidos de falência realizados entre maio de 2008 e junho de 2009&comma; indicando alta classificação de risco pelo Serasa&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Conforme evidencia a denúncia&comma; o nível de endividamento da empresa foi apontado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social &lpar;BNDES&rpar;&comma; banco este em que o senador não possuía influência política&comma; para negar pedido de empréstimo&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Apenas o poder do senador Fernando Collor e seu exercício sobre os funcionários da BR Distribuidora S&period;A&period; justificam a superação de obstáculos intransponíveis para que fossem firmados contratos com a empresa Laginha Agro Industrial S&period;A&period; e abertos os canais para que fluíssem recursos em favor desta pessoa jurídica e de seu sócio&comma; João Lyra”&comma; acrescenta Raquel Dodge na denúncia&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As investigações apontam ainda que o contrato foi o único firmado pela BR Distribuidora nas condições atípicas apuradas no inquérito&comma; o que evidenciaria mais a característica incomum da negociação no quadro de financiamentos concedidos pela estatal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na denúncia constam provas de que a Laginha Agro Industrial não cumpriu os contratos&comma; gerando prejuízo milionário à BR Distribuidora&comma; e apesar das medidas de cobrança adotadas&comma; a recuperação dos valores tornou-se praticamente impossível em razão da decretação de falência da empresa&comma; o que ocorreu em 2012&period;<&sol;p>&NewLine;<p>As investigações continuam em andamento na 13ª Vara da Justiça Federal&comma; em Curitiba&comma; no Paraná&comma; medida que se deve a uma ordem para o desmembramento do caso&comma; determinada pelo relator do inquérito&comma; o ministro Edson Fachin&comma; do STF&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Fernando Collor de Melo é alvo de 10 denúncias apresentadas pela procuradora-geral da República&comma; Raquel Dodge&comma; no âmbito da Operação Lava Jato ao STF&period; Ao todo&comma; 37 pessoas foram denunciadas pelos crimes de corrupção&comma; lavagem de dinheiro&comma; organização criminosa e peculato&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;mais-um-ex-presidente-da-republica-e-alvo-de-denuncia-em-decorrencia-da-lava-jato" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 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