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Ministro Gilmar Mendes acena com possibilidade do STF acabar com foro privilegiado

<p><em>Ministro Gilmar Mendes&comma; do Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; aproveitou evento sobre fake news para criticar prática do juiz federal Sérgio Moro e de outros procuradores de Curitiba&comma; que segundo ele&comma; estariam usando prisões como tortura para forçar delações<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>O ministro Gilmar Mendes&comma; do Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; afirmou na última terça-feira&comma; 24&comma; que o órgão judiciário pode estar muito próximo de emitir decisão de restringir o alcance do foro privilegiado&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Acho que o foro &lbrack;privilegiado&rsqb; cai&comma; pela maioria já manifestada&comma; mas haverá nuances&period; Os casos funcionalmente relevantes&comma; aqueles crimes praticados no exercício do mandato&comma; ficarão no Supremo Tribunal Federal&period; E isso vai dar ensejo a muitas interpretações”&comma; disse o ministro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A declaração teria sido dada em evento promovido pela revista Veja sobre fake news &lpar;notícias falsas&rpar; na capital paulista&period; No debate&comma; o ministro comentou que a própria expressão &OpenCurlyDoubleQuote;foro privilegiado” traz a possibilidade de discursos falsos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O próprio nome já designa uma pretensão negativa&period; &OpenCurlyQuote;Olha&comma; é algo anti-igualitário’&period; E&comma; a partir daí&comma; eu posso fazer uma série de discursos dizendo que o foro privilegiado resulta em impunidade”&comma; comentou Gilmar Mendes&period;<br &sol;>&NewLine;O ministro do STF citou ainda aspectos da Justiça que mereceriam destaque&comma; mas que ficam à margem de debates como o do foro privilegiado&period; Entre eles&comma; citou a problemática Justiça Criminal brasileira&comma; que não é alvo de tantas discussões&comma; mas que&comma; segundo ele&comma; deveria&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;Alguém já discutiu a Justiça Criminal no Brasil e sabe como ela funciona&quest; Prescreve no Brasil crime de júri&comma; portanto&comma; estou falando de homicídio e tentativa de homicídio dolosos&comma; que são julgados pelo júri&period; Vinte anos para a prescrição&period; Prescreve&comma; e a gente não consegue julgar&period; Aí&comma; a gente diz&colon; &OpenCurlyQuote;o problema do Brasil é o foro’&period; Aí vem o segundo debate&colon; &OpenCurlyQuote;o problema do Brasil é essa coisa do trânsito em julgado&comma; segunda instância resolve todos os problemas’&period; &lbrack;Isso&rsqb; em um país em que só 8&percnt; dos homicídios são desvendados”&comma; argumentou&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Questionado sobre suas críticas ao juiz federal Sérgio Moro&comma; o ministro do STF&comma; que é a favor de operações como a Lava Jato e a que investigou o Mensalão&comma; discorda&comma; porém&comma; do uso que o Judiciário tem feito das prisões provisórias&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Acho fundamental &lbrack;a investigação&rsqb;&comma; acho que nós tínhamos que passar por esse processo de depuração&period; Daí a achar que&comma; por exemplo&comma; as prisões alongadas lá de Curitiba &lbrack;na Polícia Federal&rsqb;&comma; sobretudo aquelas que têm como objetivo obter delação&comma; são regulares e compatíveis com a Constituição&comma; vai uma distância muito grande”&comma; questionou o ministro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo Gilmar Mendes&comma; a prisão&comma; em um primeiro momento&comma; pode ser justificada&comma; mas depois&comma; pode não ser mais necessária&comma; e isso precisa ser examinado&period; Para ele&comma; a prisão não deve servir como instrumento para forçar delações&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Se se usa a prisão provisória com o objetivo de obter delação&comma; e não só o juiz Sérgio Moro faz isso&comma; mas alguns procuradores em Curitiba defendem isso&comma; eu acho um problema&period; E acho um problema inclusive no contexto do Estado de Direito&comma; se é que não estamos transformando a prisão provisória em um instrumento de tortura&period; Eu sou realmente muito crítico desse tipo de prática e vou continuar criticando”&comma; concluiu o magistrado em entrevista à Agência Brasil&comma; da Empresa Brasil de Comunicação &lpar;EBC&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;ministro-gilmar-mendes-acena-com-possibilidade-do-stf-acabar-com-foro-privilegiado" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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