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MP-RJ pede dissolução de órgão responsável pelo serviço de bilhetagem eletrônica no transporte público do Estado do Rio

<p><em>Ação do Ministério Público estadual &lpar;MP-RJ&rpar; lembra que Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio &lpar;Fetranspor&rpar; é uma entidade sindical criada sem fins lucrativos&comma; mas que passou a explorar&comma; sem licitação&comma; atividades econômicas através de suas subsidiárias&comma; como a RioCard<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>Órgão responsável pela fiscalização do serviço de bilhetagem eletrônica dos ônibus do transporte público no Estado do Rio de Janeiro&comma; a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio &lpar;Fetranspor&rpar; está ameaçada de ser dissolvida devido aos inúmeros escândalos de corrupção investigados na entidade&period;<&sol;p>&NewLine;<p>É o que pede uma ação do Ministério Público do Estado do Rio &lpar;MP-RJ&rpar;&comma; que requer ainda uma intervenção judicial fiscalizatória da Federação e a indisponibilidade de seus bens até o montante de 60 milhões de reais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A ação civil pública do MP-RJ foi ajuizada por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção &lpar;GAECC&sol;MP-RJ&rpar;&comma; e baseia-se em evidências coletadas a partir dos depoimentos do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio &lpar;TCE-RJ&rpar;&comma; Jonas Lopes de Carvalho Junior&comma; e de seu filho Jonas Lopes de Carvalho Neto&comma; no desenvolver da Operação Ponto Final&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Ambos foram ouvidos entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018&comma; após adesão do MP-RJ aos termos da delação premiada que já haviam firmado com o Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o Ministério Público fluminense&comma; a corrupção por parte dos conselheiros do TCE-RJ e de integrantes da federação já foi alvo da outra ação civil pública ajuizada pelo órgão e que responsabiliza diretamente os envolvidos pelo pagamento de vantagens indevidas pela Fetranspor no valor de 70 mil reais mensais aos conselheiros&comma; em troca de uma atuação complacente do órgão de controle&comma; como apontado em decisão judicial&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Por diversas vezes&comma; o ex-presidente da Fetranspor&comma; Lélis Teixeira&comma; assim como o empresário Jacob Barata Filho&comma; sono da Auto Viação Salineira&comma; já foram presos pela Polícia Federal&comma; por envolvimento nestes casos&comma; mas acabaram soltos graças a Habeas Corpus &lpar;HC&rpar; concedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; Gilmar Mendes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Desta vez&comma; a ação proposta à Justiça é contra a pessoa jurídica Fetranspor&comma; e tem como objetivo inicial uma intervenção que permita amplo acesso pelos órgãos de controle &lpar;MPs estadual e federal&comma; TCE-RJ&comma; órgãos do poder concedente e Defensoria Pública estadual&rpar; aos dados da entidade e suas subsidiárias referentes à operação do serviço de transporte público e aos sistemas de bilhetagem eletrônica&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;Para o GAECC&sol;MPRJ&comma; o objetivo da ação também é cessar o uso da Fetranspor como fonte de lobby ilícito das empresas de ônibus junto a agentes públicos&comma; lembrando que a maioria das empresas presta serviços como permissionárias públicas&comma; sem se submeter à licitação&period; Outro motivo é evitar a apropriação de verbas públicas por falta de transparência na gestão do sistema de bilhetagem eletrônica&comma; administrado pela federação&period; O documento lembra que a Fetranspor é uma federação sindical criada sem fins lucrativos&comma; mas passou a explorar atividades econômicas por meio da criação de empresas subsidiárias&comma; sem licitação”&comma; explica o MP-RJ&period;<br &sol;>&NewLine;Segundo a ação&comma; o principal mote dos atos de corrupção praticados pela Fetranspor ao pagar propinas a conselheiros foi interferir na fiscalização e no controle externo exercido  pelo TCE-RJ referentes às irregularidades praticadas na administração do lucrativo serviço de bilhetagem eletrônica pela subsidiária Riocard TI&comma; principalmente em relação aos créditos excedentes que eram apoderados pela gestora do serviço&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O documento entregue à Justiça faz referência à auditoria do TCE-RJ nº 106&period;231-3&comma; realizada em 2017&comma; em contratos da Fetranspor&period; Entre as inconsistências encontradas estão&colon; irregularidade na concessão de benefícios fiscais&comma; gestão irregular do sistema de bilhetagem eletrônica pela Fetranspor&sol;Riocard TI&comma; omissão de regulação econômica dos serviços de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros e de bilhetagem eletrônica e gestão irregular no processamento das gratuidades”&comma; aponta a ação civil pública do MP-RJ&period;<br &sol;>&NewLine;Ainda conforme o Ministério Público fluminense&comma; o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio&comma; Eduardo Gussem&comma; teria afirmado que as evidências comprovam que a Fetranspor tem sido usada ao longo dos anos para patrocinar a corrupção&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Por ser uma entidade privada&comma; a Fetranspor criou uma verdadeira caixa-preta que reteve as informações e não permitia que o TCE fizesse as auditorias e as contabilidades necessárias nas contas e transferia&comma; por meio de corrupção&comma; recursos para estruturas políticas”&comma; disse Gussem ao MP-RJ&period;<br &sol;>&NewLine;Para a coordenadora do GAECC&sol;MPRJ&comma; a promotora de Justiça Patrícia Villela&comma; &OpenCurlyDoubleQuote;a federação tem negado acesso aos órgãos de fiscalização e mantido de forma inacessível dados de interesse público&comma; que causam impacto no cálculo das tarifas”&comma; afirma&period; &OpenCurlyDoubleQuote;Ao longo dos últimos anos&comma; os órgãos fiscalizadores encontraram sérios obstáculos em acessar informações técnicas da prestação dos serviços públicos delegados”&comma; completa&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;mp-rj-pede-dissolucao-de-orgao-responsavel-pelo-servico-de-bilhetagem-eletronica-do-estado-do-rio" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; 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