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Novas investigações de corrupção envolvendo a Alerj e o Detran-RJ levam à prisão de 10 deputados estaduais

<p><em>Assembleia Legislativa do Estado do Rio &lpar;Alerj&rpar; volta a ser foco de investigações de esquema de corrupção&comma; lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada&comma; principalmente no Departamento Estadual de Trânsito do Rio &lpar;Detran-RJ&rpar;<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>O Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar;&comma; a Polícia Federal &lpar;PF&rpar; e a Receita Federal deflagraram&comma; nesta quinta-feira&comma; 8&comma; a Operação Furna da Onça para investigar a participação de 10 deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrupção&comma; lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada&comma; principalmente no Departamento Estadual de Trânsito do Rio &lpar;Detran-RJ&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o MPF&comma; nesse desdobramento da Operação Cadeia Velha&comma; são cumpridos 22 mandados de prisão&comma; sendo 19 temporárias e 3 preventivas&comma; referentes aos réus da Cadeia Velha&comma; além de 47 de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região &lpar;TRF2&rpar; depois de decisão unânime de 5 desembargadores federais que compõem da 1ª Seção&period;<br &sol;>&NewLine;Além dos deputado Jorge Picciani &lpar;MDB&rpar;&comma; Paulo Melo &lpar;MDB&rpar; e Edson Albertassi &lpar;MDB&rpar;&comma; presos em 2017&comma; são investigados ainda os deputados André Corrêa &lpar;DEM&rpar;&comma; Chiquinho da Mangueira &lpar;PSC&rpar;&comma; Coronel Jairo &lpar;SD&rpar;&comma; Luiz Martins &lpar;PDT&rpar;&comma; Marcelo Simão &lpar;PP&rpar;&comma; Marcos Abrahão &lpar;AVANTE&rpar;&comma; e Marcus Vinicius Neskau &lpar;PTB&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os deputados são acusados de usar a Assembleia Legislativa do Estado do Rio &lpar;Alerj&rpar; a serviço de interesses da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral &lpar;MDB&rpar;&comma; que em troca&comma; pagava propina mensal durante seu segundo mandato&comma; entre 2011 e 2014&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com as investigações&comma; a propina resultava do sobrepreço de contratos estaduais e federais&period; Além de Cabral&comma; tinham função de comando na organização investigada os ex-presidentes da Alerj&comma; Jorge Picciani e Paulo Melo&comma; presos antes na Operação Cadeia Velha e com novas ordens de prisão&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na época&comma; o MPF informou que a Cadeia Velha havia sido deflagrada de forma adiantada devido à indicação do então deputado Edson Albertassi para uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Rio &lpar;TCE-RJ&rpar;&comma; o que&comma; segundo a investigação&comma; na época&comma; fazia parte do esquema de corrupção&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;O TRF2 concordou com o MPF que as prisões e as buscas e apreensões se fizeram necessárias para interromper condutas como a ocultação da origem ilícita dos valores pagos aos deputados estaduais&period; Outra justificativa dos mandados judiciais foi o alto poder e a capilaridade dos esquemas criminosos sob investigação&comma; que envolvem a cúpula da Alerj com ramificações em vários órgãos estaduais”&comma; revelou o MPF&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo os procuradores Andréa Bayão&comma; Carlos Aguiar e José Augusto Vagos&comma; do MPF da 2ª Região&comma; e Leandro Mitideri e Renata Ribeiro Batista&comma; do MPF do Rio&comma; que assinaram a petição e também pediram o afastamento dos deputados de seus cargos legislativos&comma; as investigações mostram como Cabral teria pago os deputados responsáveis por fiscalizar as ações do governo&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;As investigações contam uma história&colon; a de como o ex-governador neutralizou&comma; com propina e outras vantagens ilícitas&comma; o controle que os deputados estaduais deveriam exercer sobre o Executivo&comma; e&comma; com isso&comma; a organização criminosa se espalhou por vários órgãos e entidades do estado&comma; provocando o sucateamento dos serviços prestados à população”&comma; afirmaram os procuradores<em><br &sol;>&NewLine;<&sol;em>O MPF revelou ainda que as investigações&comma; que incluem delações de colaboradores comprovados por provas independentes colhidas pelo próprio MPF e pela PF&comma; apontaram que a propina mensal e os &OpenCurlyDoubleQuote;prêmios” eram pagos a deputados como contrapartida por votos em favor de projetos de lei de interesse da organização criminosa e por atuações contra o avanço de Comissões Parlamentares de Inquérito &lpar;CPIs&rpar;&comma; entre outros serviços&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os &OpenCurlyDoubleQuote;mensalinhos”&comma; como foram chamadas as propinas mensais aos deputados&comma; teriam sido confirmados num sistema dos doleiros Juca Bala e Tony&comma; o que permitiu às investigações identificar data&comma; valor e recebedor de quantias intermediadas por Carlos Miranda&comma; um dos operadores de Cabral&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;Com seus relatórios de inteligência financeira&comma; o Conselho de Controle de Atividades Financeiras &lpar;COAF&rpar; deu suporte às conclusões dos investigadores&comma; pois identificou movimentações atípicas e em quantias muito altas envolvendo recebedores de propina”&comma; acrescentou o MPF&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Detran – <&sol;strong>Outros alvos foram o secretário de Governo&comma; Affonso Monnerat&comma; o presidente do Detran-RJ&comma; Leonardo Silva Jacob&comma; e seu antecessor Vinícius Farah &lpar;MDB&rpar;&comma; recém-eleito deputado federal&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o MPF&comma; eles são investigados pela distribuição de outro tipo de vantagem ilícita&comma; o loteamento de cargos públicos e vagas de trabalho em empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada&comma; principalmente para o Detran-RJ&period;<br &sol;>&NewLine;Os deputados teriam repartido os postos do Detran-RJ&comma; segundo sua área de influência política&comma; para indicarem pessoas a suas vagas de trabalho&comma; o que viabilizava a ingerência desses políticos sobre o Detran-RJ&comma; possibilitando desenvolverem seus próprios esquemas criminosos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O MPF afirmou ainda que Monnerat foi alvo de prisão por ter aparecido em conversas telefônicas e em planilhas encontradas na operação Cadeia Velha&comma; como intermediador de indicações políticas de mão de obra terceirizada&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;As interceptações telefônicas revelaram que&comma; por meio das indicações&comma; tanto os deputados como seus assessores intermediavam&comma; por exemplo&comma; o reagendamento de provas de pessoas sem pontuação mínima para obterem a habilitação e a liberação&comma; em vistorias&comma; de veículos em mau estado ou com pendências&period; Também foi descoberto o uso&comma; nas últimas eleições&comma; dessa mão de obra para promoção pessoal&comma; dos políticos que concorriam à reeleição ou seus familiares candidatos”&comma; explicou o MPF&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Furna da Onça – <&sol;strong>A operação conjunta do MPF&comma; PF e Receita se chama Furna da Onça por se tratar do nome de uma sala com localização estratégica na Alerj&comma; usada por deputados para rápidas reuniões durante as sessões&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na Assembleia&comma; há uma versão de que o nome Furna da Onça remete ao uso da sala para as discussões parlamentares mais influentes&comma; nos instantes finais&comma; antes das votações em plenário&comma; os chamados acordos parlamentares antes das votações&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Além dos 10 deputados&comma; são acusados ainda 6 assessores na Alerj&comma; 3 alvos do Detran&comma; 2 do governo e 1 no grupo Facility&sol;Prol&comma; empresa terceirizada que presta serviços ao Detran-RJ&period; Somados todos os valores pagos aos deputados fluminenses&comma; as propinas chegariam a um total de mais de 8&comma;5 milhões de reais&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Mais envolvidos<&sol;strong> – Segundo reportagem da TV Globo&comma; que teria tido acesso a um trecho da delação de Carlos Miranda&comma; a lista de políticos envolvidos sobe de 10 para 40 nomes&comma; entre eles o atual governador&comma; Pezão &lpar;MDB&rpar;&comma; e o ex-prefeito do Rio&comma; Eduardo Paes&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a matéria&comma; Miranda teria contado que executava a parte administrativa e financeira das campanhas do MDB no Rio de Janeiro e que havia combinações com os fornecedores para que eles subfaturassem as notas apresentadas&comma; ou seja&comma; colocassem na nota valores mais baixos dos que os reais pelos serviços&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Assim&comma; havia nas notas o pagamento de parte dos valores de forma oficial e a outra parte por fora&comma; em dinheiro&comma; ou por meio de vantagens das empresas doadoras diretamente aos fornecedores&comma; repasses que eram feitos principalmente por empreiteiras&comma; como é o caso da OAS&comma; Delta&comma; Carioca e Andrade Gutierrez&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Além dos deputados que tiveram a prisão decretada&comma; a delação de Miranda cita ainda Graça Matos &lpar;MDB&rpar;&comma; Wagner Montes &lpar;PRB&rpar;&comma; Marcos Figueiredo &lpar;DC&rpar;&comma; Édino Fonseca &lpar;PRP&rpar;&comma; Roberto Dinamite &lpar;SD&rpar;&comma; Cidinha Campos &lpar;PSDB&rpar;&comma; André Lazaroni &lpar;MDB&rpar;&comma; André Santos &lpar;PROS&rpar;&comma; Claise Maria &lpar;PSD&rpar;&comma; Christino Áureo &lpar;PP&rpar;&comma; Gustavo Tutuca &lpar;MDB&rpar;&comma; Tiago Pampolha &lpar;PDT&rpar;&comma; José Luiz Nanci &lpar;PPS&rpar;&comma; Marcelino Almeida &lpar;PP&rpar;&comma; Carlos Castilho &lpar;PP&rpar;&comma; Tio Carlos &lpar;SD&rpar;&comma; Osório &lpar;PSDB&rpar;&comma; Marta Rocha &lpar;PDT&rpar;&comma; João Peixoto &lpar;DC&rpar;&comma; Marcelo Queiroz &lpar;PP&rpar;&comma; Paulo Mustrangi &lpar;PT&rpar;&comma; Gustavo Trota &lpar;MDB&rpar; e Tania Rodrigues &lpar;PDT&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;novas-investigacoes-de-corrupcao-envolvendo-a-alerj-e-o-detran-rj-levam-a-prisao-de-10-deputados-estaduais" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; 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