<p>A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 20, o seu Plano Estratégico (PE) para o período de 2017 a 2021, com dois indicadores principais que visam o aumento da segurança dos seus trabalhadores e a recuperação financeira da empresa curto prazo.</p>
<p>Segundo a Petrobras, a meta é reduzir a taxa de acidentados registráveis (TAR), um indicador da indústria que mede todos os tipos de acidentes e incidentes ocorridos, dos atuais 2,2 por milhão de homens/hora em operações da companhia em 2015, para 1,4 até 2018, chegando a 1 em 2021.</p>
<p>Pelo lado financeiro, a meta estabelecida no PE é reduzir, em apenas dois anos, a dívida líquida da empresa para 2,5 vezes a sua geração de caixa em 2018. De acordo com o balanço anual de 2015, esse índice alcançava 5,3 vezes.<br />
A Petrobras acredita que o objetivo de ter duas métricas prioritárias na gestão é garantir avanços significativos nos indicadores de segurança ao mesmo tempo em que se acelera a recuperação financeira da empresa no menor prazo possível.<br />
“Nos próximos dois anos estaremos concentrados na recuperação da solidez financeira da Petrobras, como uma empresa integrada de energia que tem foco em óleo e gás. No horizonte total dos cincos anos desse planejamento, a nossa proposta é que a empresa tenha sido saneada, tenha padrões de governança e ética inquestionáveis para sustentar uma produção crescente, mas realista, e capaz de investir e se posicionar nos processos de transição por que passa o mercado de energia no mundo”, disse o presidente da empresa, Pedro Parente.<br />
Ainda conforme a Petrobras, a melhora nos indicadores de acidentes exigirá uma mudança cultural e de foco nas ações de segurança.</p>
<p>Para ajudar no alcance a esse objetivo, a empresa anunciou o lançamento de um novo programa, chamado “Compromisso pela Vida”, que será baseado num reforço de segurança de processos baseado em risco, para garantir a integridade das instalações e sistemas da companhia, assim como um sistema de consequências para desvios de padrões e ações integradas.<br />
“Uma das principais ações para garantir que as metas sejam cumpridas será a adoção de novas ferramentas de gestão e gerenciamento de custos, especialmente o Orçamento Base Zero (OBZ). Por meio desse instrumento, os gastos da empresa serão revistos, mantendo as despesas consideradas essenciais para o negócio e evitando cortes lineares que prejudicam a operação. Além disso, as metas de desempenho serão desdobradas até o nível de supervisores, com reuniões mensais de avaliação”, revelou a Patrobras.</p>
<p>Com isso, a estimativa no PE é de uma redução de 18% em relação à primeira estimativa para esses gastos no período 2017-2021, totalizando aproximadamente 126 bilhões de dólares.</p>
<p>“O corte é de cerca de 27 bilhões de reais em relação à estimativa inicial 2017-2021. Se a comparação for feita com o plano 2015-2019, que estava em vigor, a redução dos gastos operacionais é de aproximadamente 16 bilhões de reais ou 11%”, analisa a empresa.<br />
O Plano prevê a ainda a manutenção no ritmo intenso de parcerias e desinvestimentos que nos próximos 2 anos deverão somar cerca de 19,5 bilhões de dólares, possibilitando que esse resultado possa ser atingido por meio de crescentes parcerias estratégicas na área de Exploração e Produção, além de Refino, Transporte, Logística, Distribuição e Comercialização.</p>
<p>“A Petrobras também sairá das atividades de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP, produção de fertilizantes e das participações em petroquímica. No segmento de gás, a estratégia é adequar a participação da companhia e, no setor de energia, reorganizar as participações societárias”, anuncia a empresa, que estima para este período de 2017 a 2021 que seus investimentos sejam de 74,1 bilhões de dólares.</p>
<p>De acordo com a Petrobras, esse valor representa uma redução de 25% em relação ao plano anterior, mas o conjunto de investimentos gerados a partir dos projetos da empresa é estimado em 40 bilhões de dólares nos próximos 10 anos, o que demonstra que apesar do menor volume de investimentos, a companhia alavanca valores significativos por meio de sua atuação.</p>
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<p><strong>Petróleo </strong>– A Petrobras acredita que o segmento de Exploração e Produção absorverá a maior parte dos investimentos próprios da empresa, concentrando 82% dos recursos, enquanto a área de Refino e Gás Natural receberá 17% do total, e as outras áreas da companhia responderão por 1%.</p>
<p>Para a produção de óleo e líquido de gás natural no Brasil, a meta foi fixada em 2,8 milhões de barris por dia (bpd) para 2021, considerando a entrada em operação de 19 sistemas de produção no período de 2010 a 2021.</p>
<p>“A sustentabilidade de curva de produção da empresa vem sendo garantida pela combinação de melhoras crescentes no desempenho operacional e a aplicação de novas tecnologias. O tempo médio para construir um poço marítimo no pré-sal da Bacia de Santos era, em 2010, de aproximadamente 152 dias. Em 2016, esse tempo baixou para 54 dias, numa velocidade três vezes maior em relação a 2010. A economia de recursos obtida com avanços desse tipo assegurou um custo médio de extração abaixo de 8 dólares por barril de óleo equivalente (boe), muito inferior à média da indústria, que oscila em torno de 15 dólares boe. Além disso, a alta produtividade dos poços já interligados aos sistemas de produção instalados no pré-sal já chega, por exemplo, a 25 mil barris por dia (bpd) por poço, volume muito acima do que era inicialmente projetado”, revela a Petrobras.</p>
<p>Em sua carteira de projetos, a empresa prevê para 2017 o primeiro óleo dos projetos de Tartaruga Verde e Mestiça, no pós-sal da Bacia de Campos, além de Lula Norte e Lula Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, e do Teste de Longa Duração (TLD) de Libra, com a entrada em operação de Berbigão, Lula Extremo Sul, além de Búzios 1, 2 e 3, todos no pré-sal, e para 2018. Em 2020, a projeção é a entrada em produção de Búzios 5, Piloto de Libra e Sépia – os três no pré-sal –, além do projeto de Revitalização de Marlim (Módulo 1), no pós-sal da Bacia de Campos. E, por fim, em 2021, está previsto o primeiro óleo do projeto de Revitalização de Marlim (Módulo 2) e do projeto integrado Parque das Baleias – ambos na Bacia de Campos -, além de Itapu e Libra 2.</p>
<p><strong>Da Redação </strong><em>(Colaborou Tunan Teixeira)</em></p>
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