<p>Em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Macaé na manhã desta terça-feira, 22, o líder do governo na Casa, vereador Cristiano Gelinho (CIDADANIA), negou que o Restaurante Popular será fechado pelo prefeito Dr. Aluízio (PSDB).</p>
<p>Dizendo que se tratou apenas de ruído de comunicação, o vereador explicou que a prefeitura sequer cogita o fechamento da unidade, pensamento reforçado pelo próprio prefeito, em publicação em sua conta no Twitter na madrugada desta segunda-feira, 21.</p>
<p>“O Restaurante 1 real sofrerá adequação do espaço em acordo com as normas sanitárias de enfrentamento ao Covid-19 (sigla, em inglês, para Coronavirus Disease 2019). Em breve será reaberto”, escreveu Dr. Aluízio.</p>
<p>Inaugurado na Aroeira em 2015, durante as comemorações do aniversário da cidade, o Restaurante Popular era administrado pelas Lojas Maçônicas, e servia mil refeições diárias ao custo de 1 real para a população de Macaé.</p>
<p>As informações sobre o suposto fechamento do estabelecimento teriam sido dadas numa rádio da cidade, mas foi prontamente negada no início da sessão virtual desta terça-feira, também pelo ex-secretário de Educação, vereador Guto Garcia (PDT).</p>
<p>“Eu acho que tem um engano aí, porque o prefeito nunca falou que vai abandonar. Ele ficou 8 anos com o Restaurante Popular. O que aconteceu foi que na pandemia, ele fechou o Restaurante Popular para que as pessoas dentro do Restaurante Popular, que tem ar-condicionado, não pudessem utilizar lá porque poderia dar problemas, como as escolas. Mas em momento nenhum ele falou que vai fechar o Restaurante Popular. Inclusive, ele já falou, na última semana, que o contrato com a Maçonaria vai acabar, mas a prefeitura vai assumir o papel do Restaurante Popular. Ele vai, a própria prefeitura vai fazer a comida lá para poder disponibilizar para a população. E não precisa fazer contrato com a Maçonaria”, revelou Guto Garcia.</p>
<p>Líder da bancada do governo na Câmara, Cristiano Gelinho preferiu um tom mais ácido ao dizer que as informações divulgadas sobre o fechamento do Restaurante Popular surgiram de “ruídos na comunicação”, negando que a prefeitura tenha a intenção de acabar com o importante projeto social que atendia mil pessoas diariamente antes da pandemia.</p>
<p>“Não existe esse ruído na comunicação. Por enquanto eu vou levar como ruído. Se isso prosperar, aí eu vou dar outro nome para esse ruído. Mas a princípio, eu vou colocar como ruído. Não existe essa possibilidade de não abrir o Restaurante Popular. Por tanto, Guto, eu acredito e sei também da mesma fonte de Vossa Excelência que o restaurante vai continuar”, reforçou Cristiano Gelinho.</p>
<p>Vice-presidente da Câmara, o vereador Julinho do Aeroporto (MDB), que precisou presidir a sessão desta terça-feira, na ausência do presidente, Dr. Eduardo Cardoso (PODE), por problemas na internet, também aproveitou o debate para lembrar que, no início da pandemia, chegou a pedir a reabertura da unidade, fechada temporariamente devido à pandemia, mas que não sua solicitação não foi atendida.</p>
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