<p>Para tentar minimizar os possíveis impactos de um acordo de delação que culminou com a soltura do ex-secretário estadual de Saúde do Rio, Edmar Santos, o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), apresentou, através de sua defesa, apresentou pedido relacionado ao processo de impeachment do chefe do Executivo estadual.</p>
<p>O pedido da defesa de Witzel é para que o órgão especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ) determine que todos os documentos que dizem respeito aos inquéritos criminais contra o governador sejam juntados à peça de acusação do impeachment, cujo processo, aprovado por unanimidade dos 69 deputados estaduais presentes à votação, foi instaurado no último dia 10 de junho, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj).</p>
<p>Essa é a 2ª vez que o mesmo foi feito, já que na 1ª vez, o envio dos documentos foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça à Alerj. O próprio governador do Rio também já tentou suspender o processo de impeachment, mas o pedido feito em 13 de julho foi negado 3 dias depois pelo desembargador Elton Martinez Leme, do órgão especial do TJ-RJ.</p>
<p>Neste momento, o processo de impeachment do governador segue em tramitação na Alerj, dentro do prazo de 10 sessões ordinárias para a apresentação da defesa, prazo este que começou a ser contado no dia último 8 de julho, lembrando que, a Casa realiza pelo menos 3 sessões ordinárias por semana, e que caso os encontros não sejam cancelados por falta de quórum, essa etapa não deve terminar antes de agosto.</p>
<p>Após o fim do prazo para a apresentação da defesa, a comissão tem mais 5 sessões para emitir o parecer favorável ou contrário ao impeachment, decisão que será tomada em plenário, através da votação dos deputados estaduais fluminenses.</p>
<p>Caso os deputados decidam por dar prosseguimento ao processo, Wilson Witzel será provisoriamente afastado, e o vice-governador, Cláudio Castro (PSC), assumiria interinamente, até que se conclua a análise do caso feita por uma comissão mista, que seria conduzida pelo presidente do TJ-RJ, Claudio de Mello Tavares, e seria composta ainda por 5 deputados e 5 desembargadores, que votariam, por maioria, pela declaração ou não do impeachment do governador, com o presidente da comissão votando apenas em caso de empate.</p>
<p>Os pedidos de impeachment contra o governador do Rio começaram a ser protocolados após a Operação Favorito e a Operação Placebo, da Polícia Federal (PF), virem à tona. De acordo com as investigações, Wilson Witzel e a primeira-dama, Helena Witzel, seriam os principais suspeito de integrar um esquema de fraude na área da Saúde, que envolveria empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto, e a Organização Social (OS) Instituto de Atenção Básica e Avançada em Saúde (IABAS).</p>
<p>Na Alerj, o processo segue sendo analisado pela comissão que é presidida pelo deputado estadual de Macaé, Chico Machado (PSD), e conta com 25 parlamentares. O relator da denúncia contra Witzel é o deputado estadual de Campos dos Goytacazes, Rodrigo Bacellar (SOLIDARIEDADE).</p>
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