<p><em>Apesar de criticada por especialistas, a intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro vai receber 1,2 bilhões de reais e mais de 60 cargos do governo federal</em></p>
<p>Depois de passarem pela Câmara Federal, as medidas provisórias voltadas para a intervenção federal na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro foram aprovadas também pelo Senado, na última quarta-feira, 12.</p>
<p>Os dispositivos criam mais de 60 cargos, e destinam verbas para o gabinete de intervenção, no valor de 1,2 bilhões de reais, para compra de veículos, armamentos, munições e equipamentos individuais de proteção; para a contratação de serviços; e para o pagamento de pessoal.</p>
<p>Além dos recursos, as medidas criam o cargo de interventor federal no Rio de Janeiro na estrutura do Poder Executivo, e mais 66 cargos em comissão e funções comissionadas para o gabinete. Os cargos e funções serão extintos entre 30 de abril e 30 de julho de 2019, e seus ocupantes ficarão automaticamente exonerados ou dispensados.</p>
<p>Os dois textos já tinham sido aprovados na terça-feira pela Câmara e agora, também aprovados pelo Senado, seguem para sanção presidencial.</p>
<p>O Estado do Rio de Janeiro está sob intervenção federal na área de segurança pública desde o último dia 16 de fevereiro. O decreto, assinado pelo presidente Michel Temer, é válido até 31 de dezembro deste ano.</p>
<p><strong>Falta de resultados </strong>– Em artigo recente, publicado na última quarta-feira, 12, no site do jornal espanhol El País, coordenadores do Observatório da Intervenção, que acompanham dados sobre as ações militares através de 5 jornais impressos nacionais, 10 portais de notícias e jornais online, além de sites de mídia independentes, documentos oficiais e redes sociais, não há informações suficientes para estabelecer um panorama completo a respeito da intervenção militar do Rio.</p>
<p>“Nosso banco de dados mais se assemelha a um queijo suíço, com lacunas no lugar de informações que simplesmente não encontramos em lugar nenhum. As informações ausentes formam um padrão: normalmente, estão relacionadas ao efetivo das forças de segurança empregados em cada operação; ao tipo de prisões realizadas, se ocorridas através de um mandado de prisão ou em flagrante; às motivações para cada prisão; e, por fim, à quantidade de drogas, armas e outros materiais apreendidos.”, diz o artigo assinado pelo coordenador de pesquisa do Observatório da Intervenção e doutorando em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP-UERJ), Pablo Nunes, e pelo pesquisador do Observatório da Intervenção e graduando em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), Pedro Paulo dos Santos da Silva.</p>
<p>Em 16 de junho, com dados do aplicativo Fogo Cruzado, matéria do jornal O Globo, divulgou que nos 4 meses de intervenção, foram 3.210 tiroteios, enquanto que, nos 4 meses anteriores à medida assinada pelo presidente Michel Temer (MDB), foram 2.355 tiroteios, revelando um aumento de 36% com os militares nas ruas do Rio.</p>
<p>“Operação mega, resultado micro. Quanto custou esta operação? Dados do Ministério da Defesa mostraram que, em fevereiro e março, os custos variaram de 472 mil reais a 1,7 milhões de reais por operação”, comentou, na época, a coordenadora do Observatório da Intervenção e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Sílvia Ramos.</p>
<div id="wpdevar_comment_1" style="width:100%;text-align:center;"> 
		<span style="padding: 10px;font-size:16px;font-family:Arial,Helvetica Neue,Helvetica,sans-serif;color:#4a80c1;"> </span> 
		<div class="fb-comments" data-href="https://beta.cliquediario.com.br/politica/senado-aprova-medidas-provisorias-que-injetam-12-bilhoes-de-reais-na-questionada-intervencao-militar-do-rio" data-order-by="reverse_time" data-numposts="10" data-width="100%" style="display:block;"></div></div><style>#wpdevar_comment_1 span,#wpdevar_comment_1 iframe{width:100% !important;} #wpdevar_comment_1 iframe{max-height: 100% !important;}</style>
Leave a Comment