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Tribunal Misto indefere pedido da defesa e mantém suspenso prazo para fim do processo de impeachment de Wilson Witzel

<p>Em nova sessão realizada nesta quarta-feira&comma; 13&comma; o Tribunal Especial Misto do Tribunal de Justiça do Estado do Rio &lpar;TJRJ&rpar; decidiu manter a suspensão do prazo para conclusão do processo de impeachment do governador afastado do Rio&comma; Wilson Witzel &lpar;PSC&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na decisão&comma; os membros do Tribunal Misto indeferiram os embargos declaratórios apresentados pela defesa do governador afastado que questionavam a suspensão do prazo para conclusão do julgamento do processo de impeachment&comma; que caso não seja respeitado&comma; possibilita o retorno de Wilson Witzel ao cargo de governador do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A decisão foi mantida por 7 votos a 3&comma; rejeitando o recurso da defesa&comma; que também questionava a suspensão do prazo de 180 dias de afastamento do governador&comma; já que&comma; caso o julgamento não seja concluído dentro deste prazo&comma; que terminaria em 9 de maio deste ano&comma; Wilson Witzel poderia retornar ao cargo de governador&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A suspensão foi motivada por outro recurso da defesa&comma; que fez com que o ministro do Supremo Tribunal Federal &lpar;STF&rpar;&comma; Alexandre de Moraes&comma; suspendesse o depoimento do governador afastado até que a delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde do Rio&comma; Edmar Santos&comma; seja revelada&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio &lpar;Alerj&rpar;&comma; que instaurou e aprovou o prosseguimento do processo de impeachment do governador&comma; a delação do ex-secretário estadual de Saúde está em sigilo e só se tornará pública após a aceitação da denúncia do Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar; pelo Superior Tribunal de Justiça &lpar;STJ&rpar;&comma; que acusa Wilson Witzel criminalmente por desvios de verbas na área da Saúde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Durante a sessão também foram ouvidas duas testemunhas&comma; entre elas o empresário Edson Torres e o ex-assessor do governador&comma; Valter Alencar Pires Rabelo&comma; que ajudaram esclarecer como funcionava o esquema de Wilson Witzel no Governo do Rio&period;<&sol;p>&NewLine;<p>De acordo com Edson Torres&comma; que confirmou a existência de uma &OpenCurlyDoubleQuote;caixinha da propina” para facilitar a contratação de empresas junto à Secretaria Estadual de Saúde&comma; entre janeiro de 2019 e meados de 2020 a &OpenCurlyDoubleQuote;caixinha” recebeu aproximadamente 50 milhões de reais&comma; valores que eram recebidos indevidamente e distribuídos entre os integrantes do esquema&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No total&comma; 15&percnt; dos valores ficavam com o próprio Edson Torres&comma; enquanto outros 15&percnt; iam para Victor Hugo Barroso&comma; alegado tesoureiro do grupo&semi; 30&percnt; iam para o ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos&semi; e 40&percnt; iam para o Pastor Everaldo&comma; presidente do Partido Social Cristão &lpar;PSC&rpar;&comma; mesmo partido de Witzel&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Edson Torres afirmou também que o Pastor Everaldo repassava parte dos valores recebidos para a &OpenCurlyDoubleQuote;estrutura do governo”&comma; e que soube por meio dele que Wilson Witzel era um dos beneficiados pelo esquema de corrupção na área da Saúde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O empresário também afirmou ter participado de um fundo junto com outros empresários para arrecadar 1 milhão de reais&comma; que foram destinados a Wilson Witzel com o intuito de prover o sustento do governador afastado após a desincompatibilização do cargo de juiz federal&comma; exigência para que se candidatasse ao cargo de governador&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O valor efetivamente arrecadado&comma; de 980 mil reais&comma; seria uma compensação em caso de derrota nas eleições&comma; e poderia ser gasto livremente por Wilson Witzel em caso de vitória&comma; o que de fato aconteceu no 2º turno&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A oitiva de Edson Torres foi a mais importante de todas as testemunhas&period; Ele &OpenCurlyQuote;abriu o jogo’”&comma; comemorou o relator do processo de impeachment&comma; deputado estadual Waldeck Carneiro &lpar;PT&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O 2º a depor foi Valter Alencar Pires Rebelo&comma; que afirmou que conheceu o governador afastado em uma convenção do PSC e foi convidado a participar da equipe de transição&comma; após a vitória do ex-juiz federal na eleição para o Governo do Rio em 2018&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O Tribunal Especial Misto é presidido pelo desembargador Claudio de Mello Tavares&comma; também presidente do TJRJ&comma; e composto pelos desembargadores&comma; Teresa Castro Neves&comma; Maria da Glória Bandeira de Mello&comma; Inês da Trindade&comma; José Carlos Maldonado&comma; e Fernando Foch&comma; além dos deputados estaduais&comma; Dani Monteiro &lpar;PSOL&rpar;&comma; Alexandre Freitas &lpar;NOVO&rpar;&comma; Chico Machado &lpar;PSD&rpar;&comma; Carlos Macedo &lpar;REPUBLICANOS&rpar;&comma; e Waldeck Carneiro &lpar;na foto&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;politica&sol;tribunal-misto-indefere-pedido-da-defesa-e-mantem-suspenso-prazo-para-fim-do-processo-de-impeachment-de-wilson-witzel" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; 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