<p><em>Vereadores, representantes da Secretaria de Educação e profissionais da rede pública municipal de ensino estiveram na Câmara nesta quinta-feira, 25, para audiência pública que debateu projeto de lei do Executivo</em></p>
<p>Na tarde desta quinta-feira, 25, vereadores de Macaé e profissionais da rede pública municipal de ensino estiveram reunidos em audiência pública na Câmara Municipal para discutir o projeto do Bolsa Escola, que vem causando grandes debates na Casa.</p>
<p>Presidida pelo próprio presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), e não pelo autor da proposição, Marcel Silvano (PT), a audiência contou também com a presença dos vereadores Maxwell Vaz (SD), Marvel (REDE), Guto Garcia (MDB), Cristiano Gelinho (PTC) e Paulo Antunes (MDB).</p>
<p>O encontro contou ainda com a presença de Ivania Ribeiro, membro do Conselho Municipal de Educação, e de Márcia dos Santos Silva, do colegiado de diretores, e da superintendente administrativa da Secretaria de Educação, Ana Paula.</p>
<p>Durante os debates, o vereador e ex-secretário de Educação, Guto Garcia, voltou a explicar que o projeto trata de uma proposta de monitoria para os alunos, que receberiam 600 reais de acordo com os critérios adotados pela Secretaria de Educação, a cada bimestre, tendo que em contrapartida auxiliar nos trabalhos da escola, fazendo monitoria, por um período de 10 horas semanais.</p>
<p>O vereador acrescentou ainda que o Prefeito Dr. Aluízio (sem partido) já teria autorizado o aumento do número de vagas, que saltaria das 100 vagas propostas originalmente para 500 alunos, número que seria dividido entre as escolas do Ensino Fundamental da rede pública municipal.</p>
<p>A divisão, segundo o ex-gestor da Educação de Macaé, serviria justamente para impedir que alunos de bairros considerados mais carentes pudessem competir com alunos de escolas localizadas em bairros mais nobres da cidade, o que causaria grandes injustiças, segundo diversos parlamentares.</p>
<p>Todavia, o projeto defendido e elogiado por Guto e por representantes da pasta, recebeu questionamentos de alguns profissionais da Educação municipal presentes à audiência, como Ivania Ribeiro, membro do Conselho Municipal de Educação, e como a diretora Luiziana Simões, do Colégio Municipal Botafogo, que defendeu que os recursos destinados ao projeto fossem investidos na estrutura física e em projetos das próprias escolas, apesar de reconhecer que o projeto tem pontos positivos.</p>
<p>Entre os parlamentares também não houve consenso. Questões sobre trabalho infantil, evasão escolar, os critérios utilizados para a escolha dos alunos ganhadores da bolsa, e até sobre o tempo de 2 meses proposto para que os alunos executassem as funções de monitoria, foram debatidas pelos vereadores.</p>
<p>Com os pareceres das comissões já definidos, os vereadores ainda terão tempo de apresentar emendas para melhorar o projeto, o que pareceu ser o mais próximo de um consenso durante a audiência, a ideia que o projeto precisava de ajustes e melhorias, antes de ser trazido novamente à pauta para segunda discussão e votação da matéria, o que pode acontecer já na próxima semana.</p>
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