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Relatório do Ministério Público do Rio mostra redução de investimento do governo estadual na Saúde

<p><em>Governador do Rio&comma; Pezão &lpar;MDB&rpar;&comma; é acusado em relatório de promotor de Justiça ao Ministério Público do Estado do Rio &lpar;MP-RJ&rpar; de reduzir investimentos na área da Saúde em mais de 50&percnt; desde 2014<&sol;em><&sol;p>&NewLine;<p>O Ministério Público do Estado do Rio &lpar;MP-RJ&rpar;&comma; por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Capital&comma; apurou que o governo do estado está investindo cada vez menos na área de saúde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os dados estão em um relatório apresentado à Justiça&comma; na última sexta-feira&comma; 31 de agosto&comma; pelo promotor Daniel Lima Ribeiro&comma; e comprovam que o governo do estado aplicou 4&comma;2&percnt; da sua receita no setor até junho de 2018&comma; com previsão de 5&percnt; até o final do ano&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Os números comprovam uma redução gradativa grave de investimentos na saúde estadual&comma; desde 2014&comma; quando a aplicação foi de 10&comma;82&percnt;&comma; caiu para 8&comma;81&percnt; em 2015&comma; para 5&comma;76&percnt; em 2016 e ficou em 5&comma;10&percnt; em 2017&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O Artigo 6º da Lei Federal Complementar 141&comma; de 2012&comma; exige a aplicação anual de&comma; no mínimo&comma; 12&percnt; da receita na área&comma; o que as duas últimas gestões do estado&comma; nos governos Sérgio Cabral &lpar;MDB&rpar; e Pezão &lpar;MDB&rpar;&comma; não conseguiram cumprir&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O relatório &OpenCurlyDoubleQuote;Abaixo do Mínimo&colon; Persiste o Subfinanciamento Ilegal da Rede Estadual de Saúde” foi juntado ao processo que tramita perante a 13ª Vara de Fazenda Pública da Capital&comma; referente à Ação Civil Pública &lpar;ACP&rpar; que solicita que o estado deposite mensalmente 12&percnt; de sua receita na conta do Fundo Estadual de Saúde &lpar;FES&rpar;&period;<br &sol;>&NewLine;&OpenCurlyDoubleQuote;Nessa tendência&comma; o estado fechará o ano aplicando em saúde apenas 5&percnt; de sua receita total&comma; ou seja&comma; menos da metade do mínimo legal&period; O governador continuará a responder às ações de improbidade contra ele movidas&comma; assim como as demais que porventura vierem a ser ajuizadas&comma; mesmo depois de deixar o governo&period; E quem assumir o Executivo encontrará um endividamento do setor sem precedentes”&comma; afirmou o promotor&comma; de acordo com o MP-RJ&period;<br &sol;>&NewLine;Em março deste ano&comma; o Ministério Público fluminense publicou o relatório &OpenCurlyDoubleQuote;Avaliação de Impactos e Abertura de Dados no Planejamento e na Gestão Financeira da Saúde”&comma; documentando falhas de planejamento e de gestão financeira da rede estadual de saúde&comma; mas o novo compilado de dados mostra um quadro ainda mais preocupante&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"attachment&lowbar;38239" style&equals;"width&colon; 310px" class&equals;"wp-caption aligncenter"><img aria-describedby&equals;"caption-attachment-38239" class&equals;"wp-image-38239 size-medium" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2018&sol;09&sol;Caos-na-Saúde-Site-3-Divulgação-300x169&period;jpg" alt&equals;"" width&equals;"300" height&equals;"169" &sol;><p id&equals;"caption-attachment-38239" class&equals;"wp-caption-text">Caos na Saúde do Estado do Rio já poderia ter sido investigado pela Alerj&comma; que&comma; em 2016&comma; teve proposta de criação de CPI rejeitado pelo então presidente da Casa&comma; Jorge Picciani &lpar;MDB&rpar;&comma; atualmente preso&comma; acusado de participar de esquema de corrupção&period; &lpar;Foto&colon; Divulgação&rpar;&period;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p>A cada ano&comma; o percentual aplicado no setor tem sido menor e os restos a pagar maiores&period; Além disso&comma; o cômputo do mínimo aplicado tem sido realizado de forma ilegal&comma; o que esconde a real extensão do déficit&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Problemas para os municípios <&sol;strong>– Em setembro de 2017&comma; o governo criou o Programa de Incentivo Financeiro aos Municípios em Saúde &lpar;PROMUNI&rpar;&comma; que previa a destinação de recursos diretamente às prefeituras&comma; mas a iniciativa não surtiu efeito&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;A falta quase total de repasses este ano com base no PROMUNI reforça indícios de que o programa teria sido um artifício para esconder a pedalada fiscal na Saúde&period; Com o PROMUNI&comma; o governo liquidou despesas em 2017 até chegar à aparência de aplicação dos 12&percnt;&period; Contudo&comma; computou despesas liquidadas sem disponibilidade de caixa &lpar;dívida sem fundos&rpar;&comma; o que a lei não autoriza”&comma; reforça o promotor&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A falta de investimentos estaduais na Saúde acaba gerando um aumento da demanda nos municípios&comma; principalmente no interior do Estado&period; Desde 2015&comma; cidades como Angra dos Reis&comma; no sul do estado&comma; e Macaé&comma; no norte&comma; municipalizaram Unidades de Pronto Atendimento &lpar;UPAs&rpar;&comma; que eram de responsabilidade do governo estadual&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em Macaé&comma; depois de diversos problemas com a Organização Social que administrava as UPAs da cidade e a falta de repasses do Estado&comma; a prefeitura decidiu assumir a gestão de duas unidades em outubro de 2015&period; Em Angra&comma; a municipalização da UPA aconteceu em março de 2016&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em agosto desse ano&comma; a Prefeitura de Itaguaí se tornou alvo do Ministério Público Federal &lpar;MPF&rpar; e do próprio Ministério da Saúde&comma; que descobriu que uma UPA da cidade estava fechada há 2 anos&comma; recebendo recursos federais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No último dia 30 de agosto&comma; o Prefeito Charlinho &lpar;MDB&rpar; explicou ao G1 que fechou a UPA devido à falta de repasses do governo estadual&comma; que também tinha responsabilidade na administração da unidade que recebia recursos federais&comma; estaduais e municipais&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Em Rio das Ostras&comma; uma UPA construída em 2013&comma; continua fechada pelo mesmo motivo&colon; falta de verbas do Governo do Estado&period; Em julho deste ano&comma; o prefeito eleito nas eleições suplementares de 24 de junho&comma; Marcelino da Farmácia &lpar;PV&rpar;&comma; chegou a realizar um mutirão para limpar a unidade&comma; situada no bairro Âncora&comma; mas até agora&comma; não há previsão para abertura da mesma&comma; que deveria ter sido inaugurada em 2014&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"attachment&lowbar;38238" style&equals;"width&colon; 310px" class&equals;"wp-caption aligncenter"><img aria-describedby&equals;"caption-attachment-38238" class&equals;"wp-image-38238 size-medium" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2018&sol;09&sol;Caos-na-Saúde-Site-2-Reprodução-300x225&period;jpg" alt&equals;"" width&equals;"300" height&equals;"225" &sol;><p id&equals;"caption-attachment-38238" class&equals;"wp-caption-text">Em Rio das Ostras&comma; Pronto Socorro Municipal convive com filas enormes e demora no atendimento&comma; problemas que poderiam ser minimizados com abertura da UPA&comma; construída em 2013 e que nunca foi inaugurada por falta de investimento do Estado&period; &lpar;Foto&colon; Reprodução&rpar;&period;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p>Outro caso semelhante&comma; mas que acabou com resolução diferente&comma; devido à intervenção da Prefeita Lívia de Chiquinho &lpar;PDT&rpar;&comma; aconteceu em Araruama&comma; onde uma UPA que estava fechada foi reaberta pela prefeitura&comma; em abril deste ano&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo o governo de Araruama ressaltou na época&comma; mesmo com todas as reformas promovidas pela administração municipal&comma; o governo estadual não fazia os repasses regularmente&comma; o que prejudicava o atendimento de mais de 500 atendimentos por dia em toda Região dos Lagos&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Casos como esses se repetem em todo o estado há anos&comma; mas o relatório do promotor de Justiça Daniel Lima Ribeiro demonstra algo ainda mais grave&colon; a principal conta da dívida está sendo paga pelos municípios&comma; que deixaram de contar com repasses para manterem e expandirem suas redes de saúde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;Temos recebido notícias sobre os primeiros sinais do que parece ser o efeito nos municípios da falta de repasses&period; Sabemos que o custo de manutenção das redes municipais é proporcionalmente maior e&comma; por isso&comma; precisamos evitar um colapso&comma; que poderia aumentar excessivamente a demanda nas regiões metropolitanas”&comma; avalia o promotor&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Mais dados <&sol;strong>– De acordo com os dados apurados&comma; até junho deste ano&comma; o Estado do Rio teria desviado para outras finalidades o total de 1&comma;59 bilhões de reais que deveria estar investidos na área da Saúde&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;O estado não conseguiu comprovar o que poderia ser mais importante do que as vidas perdidas nas filas de espera&period; Outras funções de governo têm tido execução orçamentária proporcionalmente maior do que a área da Saúde&period; A questão nunca foi de falta de recursos&comma; mas de uma escolha consciente em desviar para outras finalidades os recursos mínimos que deveriam ser aplicados no setor”&comma; explicou Daniel Lima Ribeiro&period;<&sol;p>&NewLine;<p>O MP-RJ lembra que ainda que&comma; em abril deste ano&comma; Pezão se comprometeu&comma; em audiência judicial&comma; a efetuar depósitos no FES no valor mínimo de 220 milhões de reais por mês e a produzir dados que justificassem sua escolha de descumprir a regra de aplicação mínima&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Desde então&comma; o governo tem aplicado em ações e serviços públicos de Saúde e depositado na conta do FES valores inferiores aos 220 milhões de reais mensais&comma; e ainda deixou de apresentar todos os dados relacionados pelo MP-RJ&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"attachment&lowbar;38237" style&equals;"width&colon; 310px" class&equals;"wp-caption aligncenter"><img aria-describedby&equals;"caption-attachment-38237" class&equals;"wp-image-38237 size-medium" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2018&sol;09&sol;Caos-na-Saúde-Site-1-Michel-Filho-300x180&period;jpg" alt&equals;"" width&equals;"300" height&equals;"180" &sol;><p id&equals;"caption-attachment-38237" class&equals;"wp-caption-text">Prisão do ex-governador Sérgio Cabral &lpar;MDB&comma; à direita&rpar;&comma; e de seu ex-secretário de Saúde&comma; Sérgio Côrtes&comma; poderia ter sido estopim para criação de CPI da Saúde na Alerj&comma; mas projeto nunca saiu do papel e setor continua vivendo com a redução de investimentos do governo estadual&period; &lpar;Foto&colon; Reprodução&rpar;&period;<&sol;p><&sol;div>&NewLine;<p><strong>As OSs e a CPI que nunca houve<&sol;strong> – Problema já muito debatido em diversas instâncias&comma; mas que permanece sem resposta das autoridades&comma; se refere ao contrato utilizado pelo Governo do Estado para administração das UPAs&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Segundo matéria publicada pelo site Brasil de Fato&comma; em abril de 2016&comma; desde 2011&comma; ainda no governo Sérgio Cabral&comma; que o modelo de saúde do Estado do Rio permite que empresas privadas administrem instituições públicas&period;<&sol;p>&NewLine;<p>No caso das UPAs&comma; todas estavam sob o comando das Organizações Sociais &lpar;OSs&rpar;&comma; que&comma; por meio de contrato&comma; recebiam os repasses estaduais para prestarem o serviço de atendimento terceirizado à população&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Na época&comma; a assessora parlamentar&comma; Ana Carolina Souza&comma; do mandato do deputado estadual Flavio Serafini &lpar;PSOL&rpar;&comma; especialista no tema Saúde&comma; lembrou que estava para ser instalada na Assembleia Legislativa do Estado &lpar;Alerj&rpar; uma Comissão Parlamentar de Inquérito &lpar;CPI&rpar; da Saúde&comma; que analisaria&comma; inclusive&comma; esses contratos com as OSs&period;<&sol;p>&NewLine;<p>&OpenCurlyDoubleQuote;É preciso saber mais detalhes sobre esses contratos até para que a população possa acompanhar com transparência a prestação desses serviços&period; Esse modelo promete eficiência e tem uma lógica de mercado&comma; mas as unidades estão casa vez mais sucateadas”&comma; comentou Ana Carolina&comma; na época&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Naquele ano&comma; Serafini conseguiu reunir 24 assinaturas de deputados estaduais&comma; mas a CPI nunca foi instaurada&comma; jamais iniciando as investigações&period; O motivo apresentado pelo então presidente da Alerj&comma; Jorge Picciani &lpar;MDB&rpar;&comma; preso no fim de 2017 acusado de liderar esquema de corrupção envolvendo seu cargo no Parlamento&comma; era de que havia outras pautas mais importantes na fila&period;<&sol;p>&NewLine;<p>Exatamente 1 ano depois&comma; em abril de 2017&comma; com a prisão do ex-secretário estadual de Saúde&comma; Sérgio Côrtes&comma; acusado de desviar mais de 300 milhões de reais da Saúde&comma; o assunto da CPI voltou surgir na Alerj&comma; mas até o momento&comma; nunca saiu do papel&period;<&sol;p>&NewLine;<div id&equals;"wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1" style&equals;"width&colon;100&percnt;&semi;text-align&colon;center&semi;"> &NewLine;&Tab;&Tab;<span style&equals;"padding&colon; 10px&semi;font-size&colon;16px&semi;font-family&colon;Arial&comma;Helvetica Neue&comma;Helvetica&comma;sans-serif&semi;color&colon;&num;4a80c1&semi;"> <&sol;span> &NewLine;&Tab;&Tab;<div class&equals;"fb-comments" data-href&equals;"https&colon;&sol;&sol;beta&period;cliquediario&period;com&period;br&sol;sem-categoria&sol;relatorio-do-ministerio-publico-do-rio-mostra-reducao-de-investimento-do-governo-estadual-na-saude" data-order-by&equals;"reverse&lowbar;time" data-numposts&equals;"10" data-width&equals;"100&percnt;" style&equals;"display&colon;block&semi;"><&sol;div><&sol;div><style>&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 span&comma;&num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;width&colon;100&percnt; &excl;important&semi;&rcub; &num;wpdevar&lowbar;comment&lowbar;1 iframe&lbrace;max-height&colon; 100&percnt; &excl;important&semi;&rcub;<&sol;style>

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